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terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Capítulo 104 - Pedido.

"Vem tomar café." Puxei-a pela mão.

Durante o café quase não conversamos, a conversa veio começar só no final. Sentamos na sala, peguei meu notebook e fui mandando emails pra obstetras conhecidos aqui em Los Angeles, a maioria deles estava de férias no momento, mas dois aceitaram fazer uma consulta pra gente, um era numa avenida movimentada e o outro em uma rua particular, pelo que vimos consultando os endereços, ambos eram muito bem vistos por alguns dos artistas de Hollywood e pessoas de alta classe, sabíamos que com eles teríamos o sigilo em nossas consultas.

"Qual dos dois, amor?"

"Acho que na rua particular é mais difícil de sermos flagrados." Ela disse.

"Então posso marcar pra amanhã?"

"Pode."

Combinei com o doutor por email, seria no dia seguinte às 10h, guardei o notebook e olhei pra Ísa.

"Será que amanhã vai dar pra saber se são gêmeos ou não?"
"Acho que dá."
"Eu espero que sim."
Ela sorriu. "Está animado?"
"Estou, é a melhor experiência que um homem pode ter, eu acho."
"Nunca achei que seria assim."
"Assim como?"
"Eu achei que ficaria meio encabulado por causa da gravidez, que ia dizer que é muito novo e tudo isso."
"Vou fazer 25 anos, Ísa, eu não sou mais tão novo, já estou quase velho."
Ela riu um pouco. "É o velho mais gostoso que poderia existir." Sentou no meu colo.
"A senhorita não me provoca ou eu não respondo por mim, viu?" Depositei um beijo em seu pescoço. "Vamos nos controlar porque eu não quero causar nenhum mal pros nossos filhos." Repousei uma das mãos em sua barriga, a acariciando.
"É tão lindo te ver falando assim." Entrelaçou as mãos no meu pescoço.
Ri de leve. "Vá se acostumando."
~ POV Heloísa Dobrev ~
Cody bateu nas laterais da minha bunda pra que eu levantasse e se levantou também, tomando a minha frente e me puxando pela mão até o corredor dos quartos.
"Qual dos dois quartos você prefere?" Apontou pro do lado e pro de frente ao nosso.
"Pra quê?"
"Pra fazermos o quarto."
"Acho que o de frente, mas o do lado daria pra escutarmos melhor o que acontece."
"Eles escutam aqui também, certo?"
Ela assentiu.
"Então ficamos com o da frente. Aqui no do lado podemos fazer tipo um lugar pra eles brincarem, pra eu guardar meu violão também."
"Podemos fazer isso no outro."
"Meu amor, se eles ouvirem o que acontece no nosso quarto, vamos ter que transar num motel ou você não gemer, entendeu lerdinha?" Riu e beijou meu rosto.
"Idiota!" Bati em seu ombro, rindo.
"Mas é verdade." Acariciou o lugar onde eu tinha batido.
"Ok, vamos fazer no de frente, mas vamos colocar duas babás eletrônicas."
"Duas?"
"Sim, pra nós certificarmos de que nenhuma vai falhar."
"Ai meu Deus... Mas vamos fazer como você achar melhor."
"Obrigada." Abri a porta do quarto da frente.
Ele veio por trás de mim e apontou pra cama e pro armário. "Nos livramos desse guarda-roupas e de todo o resto, e da cama só guardamos o colchão."
"Pra quê?"
"Pra se alguém vier dormir aqui." Foi abrir o outro quarto e me chamou ao entrar. "Desse quarto, empurramos a cama lá pro canto pra ficar tipo um quarto de hóspedes misturado com o local de eles brincarem, afinal, se alguém vier só vai dormir, sendo assim só precisa da cama."
"Tá manjando das decorações, heim?"
"Um pouco." Ele disse. "Agora vou fazer o almoço."
"Eu te ajudo."
"Não precisa, faço questão de fazer."
"Vai usar o forno?"
"Não."
"Então eu faço a sobremesa. Tem sorvete?"
"Acho que tem de creme."
"Perfeito!"
Ele fazia o almoço de um lado, enquanto eu fazia a massa dos petit gateau do outro. Terminei bem antes dele que, de tão concentrado, nem parava pra conversar. Fiquei sentada na bancada esperando o tempo do forno, desliguei e fui pra sala, me joguei no sofá. Rolei minha timeline no Twitter por algum tempo, dando rt em algumas fãs mas sem twittar nada até o momento. Abri minhas mentions e Cody estava no topo "surpresas pra amanhã / @helodobrev", respondi pra ele: "preparado amor? @codysimpson", "mais do que preparado ;) @helodobrev", "agora vem aqui pra sala pra gente conversar ou acaba logo aí na cozinha @codysimpson".
Ouvi Cody rir alto da cozinha. "Estou quase acabando, amor."
"Ok, estamos com fome."
"Fala pros bebês esperarem um pouquinho."
Ri. "Estamos esperando."
Mais ou menos vinte minutos depois, Cody me chamou pra comer. A mesa estava bem arrumada e a comida tinha uma aparência boa, não foi diferente do gosto.
"Estava uma delícia, Cody!" Disse enquanto tirava os pratos da mesa. "Nunca pensei que diria isso, mas você é um ótimo cozinheiro." Ri.
Ele veio por trás de mim e beijou meu rosto. "Nunca duvide de mim, baby."
"Juro que vou tentar não duvidar de mais nada."
"Duvida de alguma outra coisa?" Arqueou um pouco as sobrancelhas, o suficiente pra eu saber que ele já tinha pensado em muitas coisas.
"Não, até o momento não." Pausei rapidamente. "E pretendo não duvidar."
"Se depender de mim, não vai. Eu mudei, será que pode me dar um voto de confiança?"
"Já te dei faz tempo, só estou dizendo."
"Isso me magoa." Fez beicinho.
"Não fica magoado." Dei um selinho nele. "Eu amo você e pra provar isso vou servir a sobremesa pra você."
Ele riu. "Amo você."
Desenformei dois bolinhos pra cada um e deixei os outros no forno, Cody colocou as bolas de sorvete e eu coloquei a cobertura por cima pra enfeitar. Não era porque tinha sido eu que tinha feito, mas estavam muito bons e Cody elogiou também. Dividimos as louças, enquanto eu lavava ele secava e guardava em seus devidos lugares.
"Sabe o que deveríamos fazer agora?"
"O que?"
"Visitar o Matt, ele é o maior contribuidor pra nossa volta, ele que me disse pra ir atrás de você, que abriu meus olhos."
"Eu só vou me trocar e nós vamos."
"Ok."
Coloquei uma calça jeans escura meio rasgada nas pernas, um vans cinza e rosa em volta e uma camisa xadrez cinza amarrada na barriga. Prendi o cabelo em um rabo de cavalo não muito apertado, peguei meu óculos escuro e fui pra sala.
"Meu Deus! Agora vou ter que me trocar também ou vou parecer um mendigo do seu lado."
Rapidamente ele estava na sala outra vez, agora vestindo uma calça jeans e camisa. Seguimos pra casa do Matt, estava quase tudo fechado e pensamos na possibilidade de não ter ninguém, mas mesmo assim descemos pra tocar a campainha e, por sorte, abriram. Matt quase caiu pra trás ao nós ver ali, primeiro ele deu um super abraço no Cody e depois em mim.
"Eu não esperava ver vocês aqui!" Ele disse com um enorme sorriso tomando seu rosto. "Entrem." Abriu espaço.
Entramos e sentamos na sala com ele, olhei pro Cody, estranhando que Sarah não estivesse aqui e ele pareceu entender meu olhar.
"Cadê a Sarah, Matt?"
Ele deu um longo suspiro. "Está com os pais dela."
"E porquê está aqui sozinho?" Perguntei, meio indignada.
"Não estamos muito bem, Helô."
"Como assim? Vocês eram tão fofos."
"Depois falamos disso, vamos falar de vocês, meu conselho deu certo?"
Cody passou o braço por minha cintura. "E como deu, eu fui atrás dela, viajamos pra Austrália e agora ela está aqui comigo. Obrigado, Matt."
"E não é só isso." Olhei pro Cody.
"Vamos ser pais." Sorriu.
"Espera, isso é sério? Vocês?"
"Sim, Matt, foi um leve choque quando eu soube, mas agora tudo está bem."
"Agora fale de você, estou curiosa, Matt."
"Exatamente o motivo de vocês estarem felizes é pra nós estarmos brigando tanto?"
"A minha gravidez?" Arregalei os olhos.
"Não." Ele riu de leve. "Sarah queria um filho, na verdade ela está louca com isso, mas não estamos conseguindo."
"Já viram com um médico?"
"Sim, tudo normal."
"Talvez se não tentarem justamente engravidarem, mas fazerem como sempre fizeram, consigam."
"Verdade, dizem que quanto mais se tenta, menos dá certo, Matt."
"Sarah não entende as coisas e joga tudo nas minhas costas... Mas não vamos ficar falando disso, vocês vieram aqui e não quero deprimir vocês e nem me deprimir."
Passamos a tarde falando com ele, nem sinal da Sarah enquanto ficamos lá, era nítida a decepção do Matt, Cody ficou abalado por isso.
"Não acredito que a Sarah está sendo tão imatura." Ele disse ao ligar o carro.
"É a vida, amor..."
"Porra, o Matt não merece."
"Mas a gente não pode fazer nada quanto a isso."
"Claro que pode, é só querer."
"É a vida deles, Cody, nem tudo se resolve de fora, a menos que você arranje uma poção de engravidar e dê pra Sarah." Revirei os olhos.
"Eu posso fazer isso e não preciso da sua ajuda." Deu partida no carro.
"Vá em frente, mas se sobrar pra você faça o favor de não me meter." Bufei e me afundei no banco.
Ao chegarmos em casa, Cody foi direto pro quarto e bateu a porta. Que ótimo, agora eu tenho que aguentar o senhor posso-fazer-tudo bravinho, ótimo mesmo. Liguei a televisão da sala e sentei nas almofadas do chão depois de pegar o pote de sorvete na geladeira. Colher vai, colher vem e nada de ele sair do quarto, podia ouvi-lo andando de um lado pro outro da sala, depois tudo ficou em silêncio e a porta se abriu, ele passou sem me ver na sala, indo pra porta.
"Posso saber aonde você vai?"
"Falar com a Sarah."
"Não vai fazer isso." Disse sem acreditar, na esperança de ele cair na real.
"Vou, claro que eu vou."
"Vai me deixar sozinha aqui nesse apartamento no natal?"
"Eu já volto." Suspirou e pegou as chaves do carro.
"Já volta? Já volta o caralho, uma conversa desse tipo nunca é rápida e eu não entendo porque está se metendo, gostaria se fosse um caso nosso e ficassem se metendo?"
"Sempre fizeram isso."
"E você não gostava, mas que seja, se quer ir, vai, só não reclama se eu não estiver aqui quando voltar."
"Aonde você vai?"
"Onde eu quiser ir." Coloquei uma colherada do sorvete na boca.
"Não pode ficar saindo sozinha por aí, e se tiver uma tontura ou a pressão baixar ou alguma dor?"
"Pensa bem antes de sair, e se levar um esporro e vier descontar em mim você vai morar sozinho, cara. Eu não estou brincando."
"E você tem pra onde ir?" Arqueou um pouco as sobrancelhas.
"Claro que eu tenho, posso comprar um apartamento, ir morar com meu pai, minha irmã ou posso voltar a morar com minha mãe."
"Você não faria isso."
"Ah, claro que faria, uma mulher grávida faz coisas que ninguém acredita."
"Você é foda, velho." Passou as mãos no rosto. "Já volto." Veio beijar minha cabeça e saiu.
Não demorou 15 minutos pra que ele estivesse abrindo a porta novamente. Olhei pra ele com as sobrancelhas levemente arqueadas e com um ar de vitória.
"Ficou com medo, bebê?"
"Eu tenho um puta medo de te perder, você sabe disso."
"Para de se meter na vida dos outros, ok?"
"Desculpa." Sentou ao meu lado no chão. "O Matt é como se fosse um membro da minha família e eu me senti mal por ele."
"Mas você não pode se meter no vida de casal dos dois, eu me coloco no lugar da Sarah e eu não gostaria que um cara chegasse me dizendo pra voltar pra casa, me dizendo o que eu tenho que fazer quando estou com os hormônios à flor da pele, entende?"
"Entendo..." Pausou. "Acha que eles vão se resolver?"
"Acho que sim, os dois estão juntos a tanto tempo." Continuei a comer meu sorvete.
"Me dá uma colherada?"
"Hm..." Fiz uma cara pensativa. "Não."
"Nossos filhos vão nascer com cara de sorvete."
Ri alto. "A grávida aqui sou EU, EU não posso ter vontades, você pode." Dei língua pra ele.
"Nossa, muito obrigado, também te amo."
"Ok, só uma pontinha de colher." Peguei um pouco na colher e levei até a boca dele.
"Mais um pouco, vai, não seja má."
"Quer sorvete?"
"Quero."
Coloquei mais um pouco na colher, mas dessa vez mudei a rota pra testa dele, espalhando o sorvete depois. Ele puxou o pote da minha mão, colocando-o no sofá e me puxou pra si, colando nossos rostos e lambuzou meu rosto com o sorvete.
"Ah, idiota!"
"Só você pode me sujar?"
"Exatamente."
"A gente não presta." Riu.
"Eu também acho que não." Pausei. "Sabe o que me deu vontade?"
"O quê?"
Soltei um sorriso malicioso.
"Ah, já imagino."
"Mas vai ficar só na minha vontade mesmo."
"Porquê?"
"Porque você é um bruto transando, pronto falei." Ri. "Não que eu não goste, eu adoro, mas grávida não dá pra ser assim."
"Eu posso ir devagar."
"Você? Devagar?" Ri alto. "Só pode ser mentira."
"Não tem como eu ir devagar, caralho, a cada gemido que você dá eu quero te foder ainda mais rápido, quero te ouvir gritar, quero acabar contigo na cama porquê eu sei que te dá prazer."
"Wow! Isso me deu mais tesão." Mordi o lábio. "Mas é sério, não quero que aconteça alguma coisa, eu não me perdoaria, sabe? Eu posso aguentar por 7 meses, você está comigo nessa?"
"Claro." Beijou minha cabeça. "Eu não causaria nenhum mal pra vocês, pequena."
"Ai que lindo, ai que bebê, ai que amor." Dei um selinho nele.
"Te amo." Beijou meu pescoço, dando uma leve mordidinha em seguida.
"Te amo."
"Muito?" Semicerrou os olhos, como se não quisesse olhar.
"Ainda pergunta, idiota? Se eu não te amasse muito não te aguentava mais."
"Eu sou tão chato assim?"
"Sim."
Ele me deitou no chão e ficou por cima, me prendendo com seus braços. "Sou?"
"É."
Ficamos brincando na sala feito duas crianças e assim passamos o dia. Levantei cedo no outro dia, tomei um banho e fui me arrumar, fiz uma trança frouxa e bagunçada no cabelo, mas não sabia que roupa colocar... Optei por uma calça que ficava um pouco larga em mim, pra que não apertasse a barriga e uma blusa qualquer. Acordei Cody e logo ele estava pronto, tomamos café em um Starbucks próximo à rua do consultório e chegamos lá faltando dez pras dez.
~ POV Cody Simpson ~
Estava completamente nervoso quando estacionei no consultório. Ela entregou os papéis de sua primeira consulta e o médico foi passando os dados pra uma nova ficha. Ísa percebeu minha perna balançando e pegou minha mão, sorrindo em seguida. Depois de fazer mais algumas perguntas, ele pediu pra que ela se deitasse na maca. Sentei num banquinho ao lado dela, segurando sua mão, o médico passou um gel na barriga dela e veio um aparelho que ia passando por ela, parando em um ponto, olhei pro monitor e vi um pequeno "borrão". Meus olhos se fixaram e algumas lágrimas caíram de meu rosto, Ísa sorriu com as lágrimas invadindo seus olhos.
"Parece que sua médica estava certa." Nos olhou, sorrindo. "Parabéns, vocês terão gêmeos."
Ela me olhou e nós dois sorrimos, conseguia imaginar daqui a algum tempo, nós dois com nossos filhos, era o começo de tudo, um belo começo.
Beijei a testa dela. "Eu amo você."
"Eu também te amo, Cody."
"E aí, doutor?" Olhei pra ele. "Tudo bem com eles?"
"Tudo ótimo até o momento, mas a senhorita tem que se cuidar, uma gravidez de gêmeos tem chances de ser de risco ou de durar menos de oito meses, não estou querendo assustar, mas é a verdade."
"Quais são esses cuidados que ela deve tomar?"
"Não carregar peso, não se esforçar muito, manter uma dieta balanceada, ir a todas as consultas, não passar nervoso..."
"Posso fazer isso, vou fazer de tudo pra que corra tudo bem."
"E eu vou vistoriar pra garantir."
Ficamos mais um pouco olhando nossos filhos no pequeno monitor, depois ela limpou o gel de sua barriga e sentamos outra vez na mesa do doutor. Ele deu alguns panfletos informativos pra ela e marcou uma próxima consulta pra daqui a um mês. Saímos do consultório de mãos dadas e seguimos pro carro, antes de sair repousei uma mão sobre a coxa dela, a fazendo olhar pra mim.
"Promete que serão assim todos os meses, Cody?"
"Te prometo, minha pequena." Beijei seu rosto. "Vou estar contigo em todos os momentos." Levei uma das mãos pra barriga dela e afastei um pouco pra frente depois. "Até sua barriga estar aqui."
Ela sorriu boba. "É quase inacreditável." Fez uma pausa rápida. "Sabe em que eu estava pensando?"
"Em que?"
"Lembra da minha primeira gravidez?" Mordeu a bochecha por dentro e eu assenti. "Aquele filho era pra ser nosso, em compensação veio em dose dupla, não perdemos ele ou ela, o destino apenas guardou pra quando estivéssemos preparados."
Sorri ao perceber o raciocínio dela. "Tem razão, meu amor, agora vamos cuidar dos dois, tão bem quanto você sempre sonhou com uma família, do mesmo jeitinho que estiver em sua cabeça."
Seus olhos pareciam marejados. "Quem diria que Cody Simpson estaria me dizendo isso agora."
"Você deveria começar a acreditar mais em mim, Ísa... Cara, sempre que eu faço alguma coisa você fica como se nunca esperasse que eu fizesse, no fundo isso machuca."
"Ah, me desculpa, amor..." Ela fez beicinho, não conseguia ficar bravo com ela.
"Pensa antes, tá? É sério, isso machuca porque você não confia em mim."
"Desculpa." Me deu um selinho.
"Desculpada." Levantei as mãos. "Agora vou te deixar em casa e ir resolver uma coisa."
"Que coisa?"
"Umas coisas, amor. Já tinha combinado com Josh."
"E eu posso ligar pra ele pra ver se é verdade?"
"Vá em frente, mas que porra de ciúmes."
"Ok, desculpa mais uma vez..."
~ POV Heloísa Dobrev ~

O caminho até em casa foi meio silencioso, ele me deixou no prédio, se despediu com um selinho demorado. Subi sozinha e fui preparar algo pra comer, na verdade coloquei um lanche na sanduicheira, enchi um copo de coca e sentei no sofá. Teddy deitou ao meu lado e logo estava dormindo com a cabeça encostada no meu colo. Tia Angie me ligou perguntando como tinha sido o ultra, contei a ela os mínimos detalhes de tudo e depois repeti tudo pra Alli. Cody foi chegar eram 17h20 passadas, mas um lindo sorriso ocupava seu rosto quando veio me beijar, me entregando uma rosa depois.

"Minha mãe, meu pai e Alli adoraram nossa consulta."

"Passou por lá? Ela me ligou perguntando."

"Fui deixar o Josh e passei pra dar um beijo neles."

"Ah... Já almoçou?"

"Comi um lanche."

"Somos dois, agora estou passando mal."

"Come outra coisa, amor."
"Não dá, meu estômago simplesmente revirou."
"Ah, vem cá então, minha morena." Abriu os braços.
Levantei e abracei ele, que me aconchegou em seus braços, seus lábios tocaram minha cabeça e ele continuava com um sorriso de orelha a orelha.
"Vamos jantar fora hoje."
"Não quero." Fiz beicinho. "Só quero me jogar na cama e dormir."
"Não, amor, vamos... Por favor."
Suspirei. "Onde?"
"No seu favorito, já fiz as reservas."
"Eu não queria ir... Mas vou por você."
"Por isso e muitas outras coisas que eu te amo." Beijou a ponta do meu nariz.
"Também te amo." Entrelacei as mãos no pescoço dele. "Desculpa se nunca confio em você, é que depois de tantas burradas, eu fico com medo de te perder."
"Acha que eu quero te perder? Ainda mais agora? Eu não sou tão burro, Ísa."
"Sei que não, acho que dessa vez eu não aguentaria."
"Vamos parar de falar disso?"
"Vamos." Assenti.
"Quando seus pais chegam?"
"Eu não sei, não consigo falar com eles."
"Então pode ser que já tenham pegado um voo."
"Sabe de alguma coisa?" Arqueei as sobrancelhas por ver um sorriso que eu conhecia muito bem.
"Na-não!" Desconversou. "Como eu saberia de algo?"
"Não sei."
"Vamos pro quarto? Quero te aproveitar um pouquinho." Beijou meu ombro.
Ele pegou na minha mão e me puxou pro quarto, ele sentou e eu deitei a cabeça em seu colo, ele enrolava mechas de meu cabelo em seu dedo. Depois de alguns minutos, ele deitou ao meu lado, envolvendo minha barriga com suas mãos.
"Estou até vendo que logo vamos estar sentindo os dois chutando."
"Vai ser um festival de chutes." Ri.
"Eu vou adorar sentir."
"E eu também, ainda está cedo, mas eu não vejo a hora de olhar pros dois."
"Será que vão ser dois meninos, duas meninas ou um casal?" Entrelaçou a mão na minha.
"Não sei, mas seja o que for, vou amar do mesmo jeito."
"E eu também."
~ POV Cody Simpson ~
Eram 20h quando saímos de casa, Alli e Josh se encarregariam do restante, estava com um certo receio do que poderia acontecer, mas procurei não demonstrar muito. Puxei uma cadeira pra ela e me sentei na de frente, ela estava sem fome mas mesmo assim se esforçou pra aproveitar nosso jantar. Segurei sua mão por cima da mesa enquanto esperávamos a sobremesa.
"O que diria se eu te dissesse que estamos prestes a mudar nossas vidas?"
"Já mudamos tudo, Cody."
"É, tem razão."
Conforme os minutos iam passando, ficava mais apreensivo, Alli me enviou uma mensagem dizendo que já estava tudo pronto um pouco depois de acabarmos as sobremesas, pedi a conta e ela me olhou.
"Já vamos?"
"Já, estou cansado."
"Ok, também estou."
[...] Abri a porta e deixei pra que ela fechasse pra que pudesse ter um pequeno tempo.
"Tem uma surpresa no quarto pra você." Disse depois de ela fechar a porta atrás de si.
Ela me olhou como se perguntasse o que era e então foi rápido pro quarto, segui ela. O quarto estava cheio de bexigas no chão.
"Tem uma surpresa escondida aqui e você tem que achar."
"Aí meu Deus! Sério?"
Enquanto ela procurava por um lado, peguei a caixinha bem na beirada da cama e me ajoelhei ali mesmo. Seu queixo caiu quando ela me olhou, seus olhos marejaram no mesmo instante.
"Cody..."
"Não fala nada agora." Disse. "Preciso dizer que você é e sempre foi a mulher da minha vida, eu fui um burro de não ter visto isso quando te deixei ir embora dessa última vez e antes por ter te feito sofrer tanto, mas quero esquecer essa parte, até porque eu estou aqui hoje pra te propor um novo início ou um novo capítulo pra nossa história. Depois de tanto tempo longe de você, eu pude perceber que perto é muito melhor, mais completo... Eu amo todos os seus detalhes, desde os traços do seu rosto até tudo o que você é por dentro, o que consegue ser ainda mais lindo do que por fora." Sorri bobo. "Garota, desde quando brincávamos juntos no quintal da minha casa, eu comecei a perceber que era você, a mulher com quem eu passaria minha vida toda. Já estive com várias mulheres, já beijei várias bocas, mas só com você sinto um frio na barriga, um palpitar forte no peito, até sem palavras eu fico. Esses são sinais de paixão? Oh, é mais do que isso, é amor e tenho certeza disso. Enfim, aceita ser minha de hoje até o fim dos seus dias, aceita se casar comigo, Heloísa Dobrev?" Meus olhos marejaram um pouco.
Entre várias das lágrimas que caiam sob seu rosto, não esperava que ela dissesse nada, nem sei se conseguiria, mas ela segurou o choro e limpou o rosto.
"Eu te amo, te amo tanto que seria tolice minha dizer que não pensei em você durante todos os dias em que estivemos longe, meu coração doía com a puta distância que nos separava, mas eu tinha uma certeza, a de que voltaríamos a nos ver, a de que um de nós cederia ao orgulho e correria atrás de recuperar a outra metade de seu coração. Não vamos pensar nas coisas erradas do passado, vamos nós concentrar apenas no agora." Fungou. "Teria tanta coisa pra te dizer, mas não vou conseguir..." Riu de leve. "Então, apenas saiba que sim, eu me caso com você."
"Eu te amo." Tirei uma das alianças da caixinha e coloquei em seu dedo, depositando um beijo em seguida.
Ela pegou a outra aliança e colocou em minha mão, beijando-a assim que eu levantei. A puxei pela cintura, iniciando um beijo calmo, ela me abraçou ao fim, aconchegando-se em meu peito.
"Amor?"
"Oi?"
"Tenho uma dúvida."
"O que?"
"Como conseguiu uma aliança em poucas horas?"
"Josh deixou uma loja avisada de que iríamos passar por lá pra uma entrega relâmpago, eles disseram que poderiam fazer em horas. A loja e a fábrica ali mesmo foram fechadas pra nós e assim eu consegui, afinal sou Cody Simpson." Pisquei pra ela.
"Você foi demais!"
"Tinha que compensar o natal..."
"Esquece isso." Me deu um selinho. "Posso postar as fotos das alianças?"
"Pode, não quero ficar escondendo de ninguém."
"Logo vamos contar da gravidez também?"
"Deixa virar o ano, se não elas vão pirar com tanta informação." Ri.
"Ok."
Ela postou uma foto de nossas mãos juntas mostrando as alianças com a seguinte legenda: "hoje eu tenho a enorme certeza de que fomos feitos um pro outro, teu coração sempre esteve junto ao meu e é assim que vai ser daqui pra frente. Juntos desde sempre e para sempre! Eu te amo @codysimpson", repostei a foto pra responder pra ela: "sempre foi e sempre será, daqui pra frente nada vai mudar, mas apenas o nosso amor aumentar. Eu te amo e sempre te amei, minha pra sempre minha @helodobrev | muitas surpresas estão por vir". Vários comentários começaram a aparecer, alguns felizes por nós e outros xingando ela... Deixei o celular de lado e a chamei pra deitar comigo, beijei o lado de sua testa.
"Onde vai querer passar a lua de mel?"
"Hm..." Fez uma cara pensativa. "Ah, você decide, amor." Bocejou. "Acho que vou tomar um banho pra dormir."
"Posso me convidar?"
"Desde que venha tomar banho, sim."

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hey girls, e ai, como passaram o fim de ano? O que acharam do capítulo de hoje? Gostaram do pedido/declaração do Cody? E do ultra? Acham que ele vai ser um bom pai? pakspkapska Obrigada pelas ideias nos comentários, podem deixar que vou tentar encaixá-las, ajudaram bastante hahaha Enfim, CONTINUO COM +10 COMENTÁRIOS, COMENTEEEM! xoxo <3

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Capítulo 103 - "Você tá grávida?"

Deixei o celular de lado e olhei pra ela outra vez, voltei pra cama com um enorme peso na consciência. Acariciei seu cabelo e ela acabou acordando.
"Oi, amor." Me deu um selinho. "Bom dia."
"Bom dia, pequena."
"Que cara é essa?"
Tentei disfarçar com um leve sorriso, mas não foi o bastante. "Nada."
"Tem certeza?"
"Absoluta." Dei um selinho nela.
"Sabe o que eu pensei?"
"O que?"
"Em irmos até a casa do meu pai agora de manhã, tomar café com ele, depois já vamos pra casa dos seus pais pra ajudar com os preparativos."
"Ok, pode ser."
Ela levantou antes de mim e foi se arrumar, fiquei perdido nos meus pensamentos enquanto esperava.
"Ei." Estalou os dedos à minha frente. "Vá se arrumar, amor."
Fui pro banheiro, fiz minhas higienes e me troquei o mais rápido que deu, ela já tinha aberto as janelas e deixado Teddy com comida e água novas. Descemos pro estacionamento e ela foi me explicando o caminho até o prédio onde seu pai morava. Chegando lá, interfonaram e logo nossa subida foi liberada. Não sabia bem o que esperar dessa conversa com o pai dela e, quando a porta do apartamento se abriu, eu gelei.
"Filha!" Abraçou ela. "Cody." Me cumprimentou com a cabeça, parecia tão sem jeito quanto eu, que fiz o mesmo.
Ísa me puxou pra dentro e nós sentamos no sofá, o pai dela sentou à nossa frente.
"Não sabia que estava em Los Angeles, Helô."
"Não faz muito tempo, pai."
"Já está hospedada?"
"Já, fica tranquilo."
"Não está mais noiva daquele almofadinha, está?"
Ela riu. "Não, não estou."
"Que ótimo! Aceitam tomar café, a empregada já está colocando na mesa."
O café correu um pouco silencioso, os dois falaram um pouco sobre a saúde do pai dela e eu apenas prestava atenção, sem optar em nada. Voltando pra sala, Ísa começou a me envolver nos assuntos, mas continuava sem jeito.
"Cody, você concordou em vir comigo e tentar se acertar com meu pai, faça o mínimo esforço, por favor."
"Desculpa, amor, é que só estou sei lá, é estranho..."
"Acertar?" O pai dela perguntou. "Temos algo pra acertar?"
Ela arqueou as sobrancelhas. "Não tem mais nada contra meu relacionamento com o Cody?"
"Prefiro ele do que o que era seu noivo, se é pra se relacionar, que seja com quem te faz bem."
"Isso é sério?"
"Claro, rapaz."
"Obrigado, é importante pra mim que aceite nosso relacionamento, tudo o que eu quero é fazê-la feliz."
"Eu sei, percebi isso quando foi pra França atrás dela."
"Que bom que percebeu isso, pai, é realmente muito importante."
Ele balançou a cabeça. "Os dois estão felizes?"
Nós olhamos e foi inevitável o sorriso. "Muito." Dissemos juntos.
"Então fico feliz por vocês."
Almoçamos com o pai dela, depois de eu ter ligado pra minha mãe e ela dizer que não estava precisando de ajuda. Fomos pra casa logo, eu e o pai dela já estávamos conversando um pouco mais a vontade antes de irmos, o que me deixou aliviado. O dia foi passando muito rápido, logo estava na hora de nós arrumarmos pra ir, ao pegarmos as sacolas com os presentes pra levarmos pro carro senti um enorme peso na consciência me bater, enquanto ela estava sorridente, mas me parecia um pouco nervosa. O caminho foi hiper rápido até a casa dos meus pais, ela deixou as coisas comigo e foi com Alli pra cozinha. Tirei tudo das sacolas e deixei na árvore com o restante.
"E aí, cara?" Josh colocou a mão em meu ombro. "Conseguiu algo?"
"Não tem porra nenhuma aberta em Los Angeles."
"Cara, como pode esquecer? Acho que devia ser seu presente mais importante."
"E era, mas eu pensei que já tinha comprado."
"Você estaria fodido se não fosse por mim e pela Alli."
"Como assim?"
"Iríamos trocar as alianças hoje, mas resolvemos te dar as alianças pra Ísa não pirar."
"É sério?"
"Claro que é sério, broh." Me entregou uma pequena sacola, cuja mesma já estava com uma etiqueta com o nome da Ísa.
"Obrigado, cara!" Abracei ele.
"Só mão deixe ela olhar dentro das alianças e logo compre outras pra trocar."
"Pode deixar."
Agora mais sossegado, relaxei no sofá, depois de algum tempo vi que Alli estavam no andar de cima e fui lá pra agradecer.
"Já agradeci o Josh, agora obrigada, Alli." Abracei ela.
"Por nada, não podia te deixar fazer essa besteira." Riu de leve. "Pisou na bola." Ela olhou pra baixo e percebi que fez um sinal, mas como isso era normal entre ela e o Josh não liguei.
Alguns longos segundos de silêncio ficaram entre nós.
"Posso te fazer uma pergunta?" Alli perguntou finalmente.
"Claro, o que foi?"
"Você pretende ter filhos?"
"Porque essa pergunta agora?"
"Porque eu nunca te perguntei antes, é uma curiosidade."
"Ok... Pretendo só que bem mais pra frente, quando minha carreira se estabilizar, mas no momento não."
"Porquê não?"
"Porque atrapalharia todo meu trabalho até aqui, eu ficaria sem tempo pra me concentrar em músicas, turnês, etc."
"Ah..."
"Alli, porque está me perguntando isso?" Arqueei as sobrancelhas.
"Curiosidade, já disse. Bom, vou lá com os outros."
"Eu também vou."
Eu e Alli íamos descer as escadas, Ísa estava nos degraus com a cabeça nas mãos, sentei do lado dela e Alli continuou o caminho.
"O que foi, pequena?"
"Nada."
"Porquê está aqui cabisbaixa?" Passei o braço pela cintura dela.
Ela se soltou, levantando em seguida. "Nada, Cody."
Ela subiu e foi pro quarto. Olhei pela porta de vidro e fui até Alli, que estava com Josh.
"Alli, o que a Ísa tem? Eu posso saber?"
"Pergunta pra ela."
"Você sabe o que é?"
"Sei, mas fala com ela."
"Alli, caralho!"
"Caralho nada, fala com ela."
"Josh, fala pra ela me falar."
"Se ela não quer falar é sério, então vai lá falar com a tua namorada."
"Ela precisa de você, bruvva."
"Está me deixando mais nervoso ainda."
"Vai logo, Cody!"
Entrei em casa novamente e fui até o quarto sem fazer barulho, mas quando abri a porta, ela me olhou, seu rosto estava inundado pelas lágrimas e seu rímel escorria.
"O que aconteceu?"
"Não foi nada, Simpson." Passou as mãos pelo rosto.
"Levanta daí pra gente conversar."
"Me deixa em paz."
"Não até falar comigo."
Rendida, ela sentou. Sentei também, estava de frente pra ela e ela continuava chorando descontroladamente.
"Poxa, amor, não consigo te ver assim, ainda mais sem saber o porquê..." Ela permaneceu quieta. "Pequena, fala comigo."
"Eu não tenho o que falar."
"Tem sim, a Alli sabe e eu também quero saber."
"Não precisa saber de algo que você não quer."
"Mas eu quero, dá pra você me falar?"
"Eu vou me afastar pra não estragar sua carreira, pra não te deixar sem tempo pra compor e pras turnês." Fungou deixando ainda mais lágrimas rolarem.
Fiquei sem reação olhando pra cama e meus olhos marejaram.
"Vo-vo-você está grávida?"
Ela assentiu. "Mas não se preocupe, eu fico longe de você."
"Ísa..." Coloquei o rosto dela entre as mãos e sequei suas lágrimas. "Você não vai ficar longe de mim, agora eu entendi o porquê de a Alli ter me feito aquela pergunta, mas eu nem imaginava que você estava grávida."
"Isso não muda o fato de você não querer uma criança agora."
"Eu não queria, mas se vamos ter um bebê eu vou aceitar, vou assumir, vou cuidar, vou amar, eu posso pensar na minha carreira depois e, além do mais, posso continuar a rotina, você viaja comigo. Eu quero esse bebê contigo, é o início da nossa família."
"Cody..." Olhou pro chão.
"Fala." Levantei o rosto dela com a ponta dos dedos.
"Não é um bebê."
"Como não?!"
"Não é um... São dois."
"Gêmeos?" Arregalei os olhos.
"É uma possibilidade grande." Suspirei. "Pode gritar comigo, pode fazer o que quiser..."
Dei um sorriso, abracei ela fortemente e dei um beijo demorado em seu rosto. "Vou estar do seu lado sempre, vou te ajudar em tudo, é uma promessa."
Ela aumentou a força do abraço e apoiou o queixo no meu ombro.
"Vamos ser muito felizes, nós cinco."
"Cinco?" Me olhou limpando as lágrimas.
"Nosso primeiro filho, Teddy."
"Bobo." Riu de leve.
"Eu amo você." Dei uma sequência de selinhos nela.
"Eu amo você também."
Peguei em uma das mãos dela. "Vou estar do seu lado." Repeti.
~ POV Alli Simpson ~
"Para de andar de um lado pro outro." Josh disse.
"Não dá, estou nervosa, Josh."
"O que aconteceu de tão grave?"
"Na hora certa vocês vão saber."
"Estou ficando com medo do que possa ser." Riu de leve.
Os dois saíram de casa de mãos dadas e vieram em nossa direção.
"Estava chorando?" Josh apontou pro rosto dela que estava hiper vermelho.
"Já passou." Deu um leve sorriso.
"Conversaram? Digam que sim."
"Conversamos e nos acertamos." Cody disse.
"Awn, parabéns!" Abracei os dois.
"Dá pra vocês me explicarem? Estou boiando."
"Nós vamos falar?"
"Pelo menos pra equipe por enquanto."
"No jantar?"
"Pode ser." Abraçou ela de lado.
"Dá pra pararem de suspense comigo?"
"Espera um pouquinho, bro."
~ POV Heloísa Dobrev ~
Cody sentou numa espreguiçadeira e me chamou pra sentar com ele, ele passou o braço por meu ombro e entrelaçou a mão na minha. Minutos depois, notei seu olhar fixo em minha barriga.
"O que foi?" Perguntei baixo.
"Só estava pensando em daqui alguns meses." Sorriu um pouco bobo.
"Coisas boas ou ruins?"
"Claro que boas." Beijou minha testa.
"Como está se sentindo com tudo isso?"
Ele brincou com meus dedos antes de responder. "Feliz, mas com um pouco de medo."
"Acho que é normal ter medo, eu também estou me sentindo assim."
"Nova fase da nossa vida a dois... Ou a quatro." Riu.
"Vai ser complicado pra nos virarmos."
"Talvez não."
"Do que estão falando tão baixo?" Angie perguntou.
"Segredos de casal." Ri.
"Hm, vou ficar curiosa."
"Depois você fica sabendo, tia."
"Depois quando?"
"No jantar." Cody disse.
"Apenas no natal." Corrigi. "Depois da meia-noite."
"Quanto suspense." Riu.
"Tem que ter, mas..." Olhei pro relógio no pulso do Cody. "...já são 22h, tia."
"22h?" Indagou. "Meu Deus! Não é à toa minha fome."
"E nem a nossa." Cody disse.
"Vou apressar o jantar, crianças." Correu pra dentro de casa.
"Crianças..." Ri pelo nariz.
"Crianças que fazem crianças não são mais crianças." Beijou meu rosto enquanto me apertava.
"Bobo."
"Mas é verdade." Riu. "Você já sabe o sexo?"
"Só no mês que vem. O que você prefere?"
"Por mim tanto faz, desde que venham saudáveis e tudo, mas se forem gêmeos, seria legal termos um casal." Fez uma cara meio de bobo, mas foi fofa.
"Já pensou? Seria tipo duas experiências em uma."
"Seria ótimo." Ele sorriu. "Desde quando você sabe da gravidez?"
"Desde a França..."
"E porquê não me disse antes?"
"Queria que aproveitássemos sem que você pensasse que eu vim pra Los Angeles só porque estou grávida, quando essa não é a verdade."
"Eu não pensaria isso."
"Claro que pensaria, eu conheço você."
"Ah, amor, sei lá... Poderia ter contado antes."
"Vai ficar bravo com isso?"
"Não, não vou, o importante é que você contou."
"Exatamente." Sorri. "Ainda temos muito pela frente, 7 meses pra ser mais exata."
O jantar logo foi servido, estava cada vez chegando mais perto da 00h e isso me deixava com um enorme frio na barriga com medo da reação do pessoal, Cody estava grudado comigo desde a hora que eu tinha contado da gravidez, Alli nos olhava e começava a rir.
"Como fazemos em toda a noite de natal antes da meia-noite, vamos dizer pelo que somos gratos nessa noite." Tio Brad pausou. "Quem quer começar?"
"Eu começo." Cody disse. "Nessa noite eu sou grato por estar com a minha família reunida, por ter tido um ano produtivo e, principalmente, por ter a minha namorada comigo agora, por ela me dar os melhores presentes do mundo e me fazer um cara melhor." Sorriu pra mim.
"Que lindos, que fofos, que tudo." Alli disse. "Agora vai você, cunhada."
"Ai que vergonha." Passei as mãos pelo rosto. "Bom, sou grata por vocês terem me recebido novamente aqui como se fossem minha família e sou grata por estar com o Cody, com o nosso amor aumentando cada vez mais."
Ele beijou meu rosto demoradamente.
"Agora eu." Alli disse, sorrindo. "Sou grata por estar com todos vocês nessa noite, por que é o melhor que poderia acontecer."
"Eu sou grato por todos os presentes que vamos receber e pelas gatas na minha vida." Tom disse, fazendo tia Angie o encarar com repreensão.
"Que ótimo espírito natalino, meu filho."
Ele deu ombros e continuou deitado do mesmo jeito.
"Sou grato por estar com minha família reunida esta noite e pela felicidade de todos nós, principalmente do Cody que andava triste pelos cantos e agora está completamente o oposto." Tio Brad disse.
"Eu sou grato por vocês estarem representando minha família neste natal, mesmo sentindo falta deles." Josh disse.
"E eu sou grata por toda a gratidão de vocês, por estarem aqui essa noite, fazendo desse natal bom, espero que a união dure pra sempre e a felicidade também." Pausou e olhou pro relógio. "E um feliz natal pra todos nós." Seus olhos pareciam marejados.
Já era 00h e meu coração acelerou ainda mais, nos abraçando trocando os típicos "feliz natal", mas eu estava perdida nos pensamentos. Alli foi a última a vir me abraçar, me puxando pra um canto em seguida.
"Você vai ser a primeira, eu estou realmente ansiosa pra ver a reação dos meus pais e do Cody quando abrir a caixa."
"Eu não consigo ser a primeira, Alli."
"É claro que consegue, o Cody está do seu lado, já sabe a reação dele, meus pais vão apoiar a gravidez tenho certeza."
"E se não?"
"É claro que vão, respira fundo e vai que você consegue."
"Ai, ok..."
Tio Brad serviu champagne nas taças que antes estavam no canto da mesa e nos entregou. Um pouco de champagne não faz mal, pensei comigo mesma, mas quando ia dar o segundo gole, Cody abaixou minha mão.
"Nada de bebida pra você."
"É só champagne, quase nem tem álcool."
"Não discute."
"Só mais um gole, poxa."
"Um gole." Soltou minha mão.
Bebi um gole bem maior que o anterior, quase deixando a taça pra baixo da metade.
"Caralho, como você é teimosa!" Tirou a taça da minha mão e despejou o conteúdo na sua.
"Que ótimo, agora você bebe tudo." Revirei os olhos.
"Estou apenas cuidando de você, besta."
"Champagne não faz mal."
"Mas acabou de acabar." Virou a taça em sua boca.
Me joguei no sofá, bufando e logo todos estavam sentados. Era estranho e não tinha nada a ver, mas sentia como se todos estivessem olhando pra mim, esperando uma atitude. Alli me fez sair de meu pensamento enquanto fitava minhas mãos em meu colo, com um quase grito dizendo que eu começaria. Minhas pernas tremiam no caminho até a árvore, peguei a caixa nas mãos e fui pro meio da sala.
"Não tenho muito o que dizer porquê eu não vou conseguir, então só quero entregar isso ao Cody e agradecê-lo por tudo." Estiquei a caixa na direção dele, que se levantou e ficou à minha frente.
Seus olhos pareceram trazer o mar pra ele quando a caixa foi aberta, vi algumas lágrimas tomarem o caminho de seu rosto e ele me puxou pra um abraço apertado, a essa altura eu já não continha mais minhas lágrimas, desabando junto com ele.
"Foi o melhor..." Ele fungou enquanto suas lágrimas eram derramadas sob meu ombro. "O melhor presente de todos."
"Eu amo você." Disse no mesmo tom que ele, quase sussurrando.
"E eu sempre vou te amar. Desde sempre, para sempre, lembra do nosso lema? Agora ele se concretiza mais ainda, nossa história será passada, nossa família está sendo gerada. E é a melhor coisa, a melhor coisa desse mundo todo." Beijou meu ombro.
"Nossa história sempre foi conturbada, tão conturbada... Mas agora parece que teremos o nosso merecido final feliz." Sorri em meio ao rio de lágrimas rolando.
Cody se afastou e segurou meu rosto com uma de suas mãos. "Final não, Ísa, esse é só nosso novo começo."
Sequei suas lágrimas e nos beijamos, nunca tínhamos tido um beijo com tanta doçura como esse, nos lábios iam em perfeita sincronia e nossos rostos eram acariciados com extrema delicadeza. Ao no separarmos, ambos sorrindo, Tom pegou a caixa da mão do Cody e colocou em seu colo, ficando boquiaberto ao olhar o conteúdo nela presente.
"Ih, caralho... Isso é sério?"
"O que é sério?" A mãe dele pegou a caixa e ficou sem a mínima reação, seus olhos foram se enchendo de lágrimas até transbordarem.
"Então vocês estão grávidos?" Tio Brad perguntou com um enorme sorriso estampando seu rosto.
O máximo que eu consegui foi assentir, escondi meu rosto no Cody com certo medo do que poderia vir. Ao contrário do que eu esperava, ele veio nos abraçar forte e em poucos segundos todos vieram também.
"Quando isso aconteceu? Digo, de quantos meses está?"
"Dois meses, foi na Austrália..."
"Isso é tão inacreditável, eu vou ser avó..."
"Agora eu entendi o suspense." Josh disse, rindo pelo nariz.
"Tínhamos que fazer um suspense." Disse.
"Estão tomando todos os cuidados, fazendo os ultras?"
"Na verdade, eu só soube a algumas horas, mãe."
"E eu estou tomando alguns cuidados e, quanto ao ultra, só fiz o primeiro, pretendo fazer o outro agora com o Cody."
"Quando?" Ele perguntou em um tom animado.
"Quando conseguirmos marcar, amor."
"Realmente no final do ano é mais difícil de marcar algo."
"Não se esqueçam de que eu sou Cody Simpson." Passou os braços por minha cintura. "Vamos conseguir uma consulta até dia 26, você vai ver."
"Está animado? Isso é tão lindo." Alli disse.
"Tenho que estar, são meus filhos."
"Filhos?" Meus pais, Tom e Josh arregalaram os olhos.
"Pode ser que sejam gêmeos." Disse. "Ainda nada confirmado."
"Meu Deus!"
"Gente, vamos aos presentes? Depois continuamos, ok?"
"Como a gente faz pra voltar o antigo Tom? Você ficou chato pra caralho."
"Que seja." Deu dedo pro Cody.
"Está perdendo a noção, moleque?" Abaixou a mão dele.
"Chega vocês dois, eu não quero brigas nessa sala."
"Tenha respeito com seu irmão, Tom."
Ele revirou os olhos e sentou, tia Angie quem foi entregando os presentes de cada um, íamos abrindo conforme recebíamos. Até o momento, tinha ganhado uma camisa da Chanel, uma pulseira com vários pingentes e dois sapatos, um de salto e o outro não.
~ POV Cody Simpson ~
Ísa estava com a última embalagem do presente na mão, sendo ele o que Josh e Alli tinham me dado. Não sabia se ela perceberia algo ou não, então me aproximei pra entregar a aliança, pra que ela não olhasse dentro. Ela arregalou os olhos e levou as mãos à boca quando viu as alianças, me senti mal por não ter pensado em comprar alianças de verdade... Me restava rezar pro número do dedo dela ser o mesmo que o da Alli.
"Eu não acredito! Finalmente você comprou." Seus olhos se encheram de lágrimas.
"É, eu comprei." Forcei um sorriso.
Tirei a aliança da caixinha e coloquei em seu dedo, a mesma parou no meio, ela tirou a aliança e me encarou ao girar pra ver dentro.
"Que porra é essa? AJ?"
"Devem ter errado as alianças, estava tão cheio."
"Não mente pra mim, sabe que eu odeio isso. Fala que porra você fez." Colocou a aliança de volta na caixinha.
A fechei e entreguei pro Josh, voltando a olhar pra ela em seguida. "Eu só não queria te decepcionar, pensei que já tinha comprado seu presente, mas lembrei de que você estava comigo e ia comprar depois... Josh e Alli me deram as alianças deles pra te dar, depois eu comprarias as nossas de verdade e devolveria a deles, na hora nem me passou pela cabeça o número do dedo ser diferente." Passei as mãos pelo cabelo. "Desculpa, sinto muito."
Ela não disse nada, permaneceu olhando pro chão sem hesitar em levantar os olhos pra me olhar.
"Vamos conversar lá em cima, vem comigo."
Subi na frente e ela veio me seguindo até o quarto, fechei a porta e olhei pra ela sentada na cama.
"Está chateada por eu ter esquecido?"
"Não por ter esquecido, mas sim por achar que poderia me enganar." Suspirou. "Deveria ter me dito antes, odeio descobrir as coisas e me chatear, sabe muito bem disso."
"Desculpa, de verdade, não me era minha intenção." Sentei ao seu lado.
"Eu sei que não, mas..."
"Desculpa?" Distribuí vários beijos por seu rosto.
"Desculpo."
"Prometo que vou te recompensar."
"Não precisa de recompensa."
"Mas eu tenho certeza de que vai gostar."
"Se estiver pensando em sexo, pode esquecer, meus seios começaram a doer."
"Não é sexo, nem tudo é sexo, senhorita."
Ela riu de leve. "Sei disso, mas achei que estivesse pensando nisso."
"Não estou, só quero te mimar um pouco. Que tal uma viagem, só nós dois?"
Antes que ela pudesse me responder, seu celular tocou.
"Alô? ... Feliz natal pra você também, pai. ... Ah, eu preciso te contar uma coisa." Sorriu mexendo os dedos na colcha. "Não te contei de manhã pelo Cody estar comigo e ele ainda não sabia de nada, mas vamos lá..." Riu de leve. "Você será avô pela segunda vez... Sim, está tudo correndo muito bem... Pode deixar que vou me cuidar." Riu. "Pode, só um minuto." Me entregou o telefone. "Meu pai quer falar com você."
"Comigo?"
"Sim."
~Ligação
"Senhor Dobrev?"
"Oi, rapaz... Primeiramente, eu quero te parabenizar pela gravidez da minha filha, espero que esteja amadurecendo por dentro."
"Estou e, se ainda não for suficiente, vou amadurecer tanto quanto eu espero. É um grande passo pra nós e eu estou feliz por isso."
"Eu imagino que sim." Percebi que podia estar sorrindo, por seu tom de voz. "Sei que não tenho direito de te pedir nada, mas me sinto responsável por pedir..."
"Pode falar."
Ouvi um suspiro do outro lado da linha. "Quero te pedir pra que não seja tão idiota quanto eu fui com a Helô, eu fui um péssimo pai pra ela, o pior que poderia existir, eu acho... Sei que ela merecia muito mais, merecia atenção e amor e ao invés disso ganhou desprezo. O que quero te pedir é que dê atenção a ela e seja um pai melhor do que eu fui, realize o sonho dela de ter uma família melhor do que a em que ela viveu, dê o máximo de si pra fazer sua família, porquê ser pai é um presente de Deus e eu sei que você tem potencial pra ser bom nisso."
Levantei com o telefone, indo pra sacada.
"Desculpe se fui evasivo, você age como quiser, mas foi um desabafo."
"Não foi evasivo, pelo contrário, estou agradecido pelo que disse e feliz por estar querendo o bem dela, eu sei o quanto ela sofreu por você estar tão perto e, ao mesmo tempo, tão longe dela e esse gesto só mostra que se importa. Vou seguir o que me disse, fique tranquilo que vou tentar dar o melhor pela nossa família." Sorri.
"Não faça a Helô sofrer, ok?"
"Pode quebrar minha cara se eu fizer."
"Tenha um feliz natal, Cody."
"O senhor também, boa noite."
"Boa noite."
~ Ligação of
Coloquei o celular no meu bolso e me debrucei no parapeito, pensando no que o pai delas tinha me dito. Se eu já estava certo a ser o melhor pai e namorado do mundo, agora a certeza era maior ainda. Nossos filhos seriam os mais felizes do mundo e a Ísa seria a mulher mais feliz do mundo. Senti os braços da Ísa enlaçarem em meu tronco e me virei pra ela.
"O que vocês conversaram?"
"Nada de mais."
"Me fala, eu sei que foi alguma coisa que eu vá querer saber."
Passei os braços pelo pescoço dela. "Conversa de homem pra homem, de pai pra pai, tá ligada?"
Ela riu e ergueu levemente os braços. "Ok então..."
"E quanto à viagem que eu propus?"
"Não quero viajar agora, quero estar com minha família no ano novo."
"E depois do ano novo?"
"Apenas quando eles forem embora."
"Ok..." Suspirei. "Vou voltar lá pra baixo."
"E eu vou ficar aqui deitada."
"Porquê? Tem algo errado?"
"Meu sono, apenas."
"Quer ir pra casa, pequena?"
"Pensei em dormirmos aqui, pra relembrarmos os velhos tempos."
"Sério?" Perguntei com desânimo. "Eu tinha pensado em irmos pra nossa casa, pra amanhã eu te fazer um almoço especial, o que me diz?"
"Rendida." Riu. "Mas podemos ir agora?"
Descemos e eles estavam falando de nós, mas pararam ao nos ouvirem, juntamos todos os nossos presentes, nós despedimos de todos e fomos pro carro. Logo estávamos em casa, fui tomar banho primeiro e ao voltar ela já dormia profundamente. Balancei a cabeça e me deitei ao seu lado depois de apagar a luz. Pela manhã, levantei cedo, antes dela, fui pro mercado tentando achar alguma coisa pra fazer de almoço, tinha que ser algo especial, mas não fazia ideia do que. Passando pelo corredor de congelados até pensei em algo, mas ela riria de mim por isso, eu mesmo estava rindo... Aproveitei pra ir pegando as coisas do café antes de decidir o almoço, lembrei de uma receita de filés grelhados com molho parisiense, comprei todas as coisas que precisava e voltei pra casa. Arrumei o café na mesa, coloquei algumas rosas em um vaso e fui chamá-la, Ísa já estava se trocando.
"Bom dia." Abracei sua cintura.
"Bom dia, amor." Sorriu. "Aonde estava?"
"Pelas esquinas da vida."
 Ela se virou e me encarou. "Como é que é?" Arqueou um pouco as sobrancelhas, o bastante pra eu saber que tinha acreditado.
"Brincadeirinha." Ri de leve. "Estava no mercado decidindo o que fazer pra você no almoço e aprontando o café."
"Que prendado, já pode se casar."
"Próximo passo da lista."
"Vai me pedir em casamento?"
"Eu não disse isso." Dei ombros. "Mas vai saber, talvez um dia, talvez hoje, talvez amanhã... Quem sabe."
Ela deu um sorrisinho um pouco sem graça, talvez tímido. "Tudo bem."
"Ei, ouviu direito? Eu disse que vamos nos casar, antes de você ir pra França eu disse que nos casaríamos, lembra?" Ela assentiu. "E vamos nos casar."
Um sorriso estampou seu rosto, chegando a irradiar alegria.
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hey hey hey! Como vocês estão? Eu sei que demorei e isso não é novidade pra ninguém, mas bom, eu tô tentando aproveitar um pouquinho minhas férias, mentira estava sem ideias pakpskapas enfim, o que acharam do capítulo? Da reação do Cody sobre a gravidez? Da conversa com o pai da Ísa? E esse pedido de casamento, sai? pakspakpas Bom, bom ano novo pra vocês, que vocês aproveitem bastante no ano de 2014 e que continuem aqui comigo porquê tô cheia de ideias pra novas fics, das quais vocês vão saber ano que vem, ok? Muita paz, saúde, alegria e amor em suas vidas, beijão! CONTINUO COM +10 COMENTÁRIOS, COMENTEEEEEM! <3