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quarta-feira, 3 de abril de 2013

Capítulo 54 - Um aniversário nada bom.

~ POV Heloísa Dobrev ~
Algumas amigas da Nina foram as primeiras a chegarem, não sabia onde estava meu celular, então não dava pra falar com o pessoal pra ver se estavam chegando ou se viriam. Da segunda vez em que a campainha tocou, Nick e Jake me cumprimentaram.
“Parabéns!” Os dois me abraçaram.
“Trouxemos isso.” Nick me entregou um embrulho.
Antes de eu fechar a porta, todos os outros entraram, me deram parabéns e me entregaram embrulhos também.
“Amiga, me ajuda com o make? Borrou um pouco no caminho.”
“Claro...” Disse tentando não mostrar a decepção pelo Cody não estar com eles. “Vem com a gente, Nick.”
~ POV Monique Stirling ~
Helô deixou os embrulhos junto com todos os outros, ajeitamos o make da Alli e sentamos pra conversar, perdendo a noção do tempo. Ao voltarmos pra sala, Josh era o único sentado no sofá, percorri o apartamento com os olhos, tentando achar o Jake.
“Ei, Josh, cadê o Jake?”
“Não sei, Nick.” Deu ombros.
“Ah, obrigada...”
Passei pela mesa onde as coisas estavam servidas, nada dele, apenas duas ou três meninas, uma delas falando com o Flo, Ian e Nina também estavam lá. Segui pro corredor oposto de onde tínhamos vindo e, não sei o que passou pela minha cabeça mas comecei a abrir as portas de todos os cômodos, um único banheiro no final do corredor era o que faltava. Abri apenas um pequeno pedaço mas já foi o suficiente pros meus olhos se fixarem na cena e marejarem. A garota estava sentada no gabinete e ele estava entre suas pernas enquanto as acariciava. Permaneci estática ali, um copo se quebrou na sala, fazendo com que o barulho dos cacos indo ao chão percorressem o apartamento todo, os dois se separaram e Jake perdeu a cor ao me ver ali.
“Nick, eu posso te explicar.”
“Explicar o que, Jake?”
“Foi uma deixa, amor.” Saiu de perto dela, vindo pra minha frente.
“Deixa? Amor?” Meu tom de voz já se alterava e ia saindo embargado por conta das lágrimas. “Tem noção do que acabou de fazer?”
“Uma grande burrada, me perdoa.”
“Melhor eu ir, antes que sobre pra mim.”
“Você fica aí, vadia.”
“Quem disse que manda em mim?”
“Quem disse pra sair pegando namorado dos outros?”
“Nick, pega leve.” Tocou meu ombro.
“PEGA LEVE, THRUPP? VOCÊ ME CHIFRA E QUER QUE EU PEGUE LEVE?”
“Vamos conversar, vem comigo.” Me puxou pela mão, mas me soltei.
“Não dou nem um passo com você a partir de agora.”
“Será que a chifruda pode me deixar passar?” Bateu os saltos no chão.
Olhei em direção a ela torcendo meus lábios, a encarei com toda a raiva do momento e virei um tapa em seu rosto, recebendo um também. Isso desencadeou uma briga dentro daquele minúsculo banheiro. Sentia várias mãos nos puxando, mas, nesse momento, eu estava focada no meu único objetivo, quebrar essa garota ao meio.
“Cara-, Monique, sai de cima dela!”
Jake disse num tom de ordem, fazendo com que eu me desconcentrasse e levasse um tapa. Não sei como mas consegui me levantar, dei um chute na garota sem me importar em onde ele pegaria, o pessoal tirou ela do banheiro logo em seguida. Fixei meus olhos nos do Jake e algumas lágrimas rolaram.
“Parou com seu show?” Perguntou seco.
“Pensa bem antes de falar comigo novamente.” Passei a costa da mão pelo rosto.
Saí daquele apartamento empurrando quem quer que tentasse me barrar. Queria apenas me afastar disso.
~ POV Heloísa Dobrev ~
“Você foi um idiota, Jake!”
“Não me lembro de ter perguntado.”
“Só não discuto contigo porque tenho que ir atrás dela.”
Saí do apartamento em passos largos, apertei o botão do elevador freneticamente, mas do andar em que estava, demoraria um pouco pra chegar.
“Vamos com você.” Alli, Josh e Flo saíram do apartamento.
Esperamos o elevador chegar até onde estávamos mas tudo parecia demorar uma eternidade. Quando chegamos no térreo, Alli deu a ideia de nos dividirmos e irmos pra lados opostos. Concordamos.  Ela e Josh foram pra direita e eu e Flo pra esquerda. Já tínhamos andado umas quatro quadras quando um carro preto grande nos fechou em alta velocidade. No mesmo momento, alguns caras desceram dele e nos mandaram pra parede, nos ameaçando com uma arma engatilhada. Meus lábios se contraíram, um calafrio percorreu meu corpo todo e eu não consegui me mexer. Um dos caras me empurrou em direção à parede e Flo me colocou atrás de si.
“Um presentinho de aniversário seria bom, não acha?” Disse enquanto girava a arma no dedo indicador.
Olhei em volta, buscando um modo pra que pudéssemos escapar dali, mas eles faziam uma espécie de roda em volta de nós. Pra ajudar, essa rua não era movimentada, posso dizer até que era praticamente deserta, e qualquer pedido de ajuda seria inútil.
“O que vocês querem levar?” Perguntei com a voz trêmula.
“Um pouquinho de diversão.” Direcionou a arma em nossa direção.
Apertei o braço do Flo e tentei segurar as lágrimas que pareciam insistir em querer cair.
“Calma.” Ele sussurrou. “Deixem ela ir.”
“Não teria graça sem a aniversariante.” Um outro disse.
“Quem são vocês? Como sabem que é meu aniversário?”
“Fica quieta, burguesinha.”
“Eu quero saber quem mandou vocês aqui.”
“Está querendo saber de mais.” Apontou a arma novamente.
“Helô, fica quieta, por favor.” Flo tentou não mostrar nervosismo.
“Isso aí, é melhor poupar um tiro nesse rostinho lindo, não é mesmo?” Riu.
“Sabe o que poderíamos fazer? Deixar uma marca inesquecível pra esse aniversário.”
“Do-do que você está falando?” Senti minha garganta se fechar em um nó.
“Você não deve ser tão ingênua assim.” Pausou. “Mas fique tranquila, não precisa ser em você.” Olhou pro Florent, seu olhar era frio e até parecia psicopata.
“Não!” Dei um passo pra frente.
“Prefere que seja em você?”
“Prefiro.”
“É uma pena que sua decisão não valha de nada.” Fez sinal para que os outros viessem.
Tudo parecia se passar em câmera lenta, um deles me segurou pra que não fizesse nada e os outros foram pra cima dele, tentava me soltar de todas as formas possíveis, mas nenhuma adiantava. Meu desespero já estava nítido, a qualquer momento, eu esperava ouvir tiros mas isso não aconteceu, ouvia os gemidos dele de dor e meu coração se apertava. Marcas de sangue “coloriram” o chão, o cara que me segurava me empurrou brutalmente contra a parede e todos eles foram pro carro, arrancando na maior velocidade, antes de irem, um papel voou em minha direção. Por segundos, não consegui me mover, mas tinha que encontrar um modo. Juntei todas as minhas forças e logo estava de pé, peguei o papel que tinham jogado e o enfiei de qualquer jeito no bolso.
“Flo, você está bem?” Me abaixei ao lado dele.
Ele se encostou na parede e puxou a perna pra perto, que estava com vários cortes. Ele esboçou um fraco sorriso no rosto. Busquei o celular dele em seu bolso e chamei uma ambulância.
“Vai ficar tudo bem.” Disse baixo. “Desculpa, a culpa é minha...”
“Você não tem culpa de nada.”
“Tenho sim, Florent.”
Ele negou com a cabeça e eu resolvi não dizer mais nada, pra que ele não se esforçasse. A ambulância demorou um século pra chegar.
~ POV Cody Simpson ~
As horas iam se passando e nada de ela chegar, comecei a pensar que ela estava chateada por eu não ter isso pra festa ou algo assim. Já tinha passado a música diversas vezes, quando resolvi descer pra beber alguma coisa. Alli e Josh estavam na sala falando com meus pais.
“Cadê ela, Alli?”
“Eu não sei, Cody.”
“Como assim?” Desci os degraus restantes.
“Nos dividimos pra procurar a Nick e ela e o Flo sumiram, achei que ela já estaria em casa ou sei lá.”
“Já tentaram falar com a Nick? Ísa pode ter achado ela.”
“Sim, já liguei pra ela, ela não viu os dois.”
Balancei a cabeça e fui pra cozinha beber um copo d’água, agora era uma questão de necessidade, dei um soco na bancada e comece a andar de um lado pro outro, pensando em onde minha namorada estaria, e com outro homem.
~ POV Heloísa Dobrev ~
Depois de muito tempo levando pontos e fazendo curativos, finalmente o médico me deixou ver ele.
“Oi.” Disse ao fechar a porta.
“Oi, Helô.” Sorriu.
“Como se sente?”
“Dolorido.” Riu pelo nariz.
“Desculpa...”
“Já disse que você não tem culpa.”
“É claro que eu tenho, eles sabiam do meu aniversário, me conheciam, Flo...”
“Helô, já ligou pra Angie e pro Brad?”
“Não...”
“Então liga ou eles vão se preocupar e o Cody também...”
“Me empresta seu celular? Não sei onde coloquei o meu.”
Ele apontou pra sua blusa, que estava em cima da poltrona.
~ Ligação Onn ~
“Alô?”
“Tia?”
“Helô? Onde você está?”
“É uma longa história, tia, estamos no hospital...”
“Hospital?” Perguntou num tom de preocupação. “O que aconteceu? Você está bem?”
“Estou, quero dizer, na medida do possível.”
“Qual é o hospital?”
“O mais perto de casa, não sei o nome, mas não precisa vir, logo estaremos em casa.”
“É claro que precisa, chego aí em 10 minutos.”
“É sério, não precisa.”
“Eu faço questão, te vejo daqui a pouco.”
~ Fim da ligação ~
“Ela vem?” Riu.
“Vem, disse que estará aqui daqui a pouco.”
“O bom é que ela pode nos tirar daqui, na estou a fim de ficar.” Fez uma careta.
Ele estava certo, tia Angie e tio Brad conseguiram a alta dele, explicamos todo o ocorrido pra eles antes de seguirmos pra casa. Em pouco tempo estávamos lá, tio Brad levou ele até em casa e tia Angie desceu comigo.
“Até que em fim! O que estava fazendo com o Florent até essa hora?”
~ POV Cody Simpson ~
Ela se esquivou de mim pra subir.
“Heim, Heloísa?”
“Cody, olha o estado dela e pensa um pouquinho antes de brigar.”
Fiz o que minha mãe disse e a analisei, as pernas dela tinham marcas de sangue e seu short também, o que me fez lembrar do dia em Redwood... Dia que era melhor não ser lembrado... A segui até seu quarto.
“Me deixa, ok?”
“Desculpa... Me fala o que aconteceu.”
“Pra que se não se importa?”
“É claro que eu me importo, sei que te recebi mal, mas eu não sabia o que estava acontecendo.”
“Se tivesse ido na minha ‘festa’ ou pelo menos lembrado do meu aniversário, talvez soubesse.”
“Como eu iria esquecer do seu aniversário? Ontem preparei tudo, mas antes de que a Alli pudesse te trazer pra cá, aconteceu isso.” Sentei de frente pra ela. “Me diz o que foi.”
“Estão atrás de mim, Cody.” Os olhos dela marejaram.
“Como assim?”
“Recebi uma sms estranha de manhã, quando estávamos procurando pela Nick, um carro nos fechou e os caras esfaquearam o Flo, dizendo ser meu presente de aniversário. Foi tão horrível...”
“Eles te machucaram?’
“Não, mas minhas costas doem.”
“E o Florent?”
“Está em casa, ainda não pode andar direito e um dos braços está imobilizado.”
Abracei ela, apoiando meu queixo em sua cabeça. “Vou te animar, tem que esquecer isso.”
“Não tem como, Cody.”
“Vamos tentar?” Olhei pro relógio. “Ainda é seu aniversário.”
“Posso tomar um banho antes?”
“Pode.” Sorri. “Te espero no meu quarto.”
“Ok.” Me deu um selinho. “Eu não vou demorar.”
Levei alguns minutos pra levantar e ir pro meu quarto, deitei e encarei o teto, ficando perdido em pensamentos confusos, e até sem sentido, sobre quem estaria por trás disso. Fui interrompido pela Alli, que entrou no quarto quase arrancando a porta do batente.
“Cadê a Helô, bruvva?”
“No banho.”
“Ela está bem?”
“Sim, mas o Flo não.”
“Como assim, Cody?”
“Maninha, amanhã te conto tudo, te prometo, mas agora me deixa sozinho com ela? Por favor...”
“Vai me deixar na curiosidade?”
“Pergunta pra mamãe, pode ser? É aniversário dela, eu tenho que fazer o que preparei.” Fiz beicinho.
“Ok, ok, eu vou pro meu quarto.” Beijou meu rosto. “Boa noite e boa sorte.”
Não deram 10 minutos que Alli saiu e ela entrou, seus olhos vermelhos e inchados davam evidências de choro. Ela sentou ao meu lado e juntou as mãos, as fitando.
“Pequena, não tenha medo.”
“Uma hora vai acontecer algo pior...”
“Eu vou te proteger, nem que eu precise dar minha vida por você, eu só quero que esteja bem e segura.” Abracei ela de novo. “Se for preciso, a gente foge, some do mapa.”
“Eu não quero que faça nada por mim, não se mete nisso, eu não aguentaria perder você.”
Passei os polegares pelo rosto dela pra secar as lágrimas, levantei e estiquei a mão.
“Vem comigo, é seu aniversário.”
“Não é mais.” Riu de leve.
“Em algum lugar do mundo, ainda é.” Sorri. “Vem.”
Ela pegou minha mão e eu a conduzi até o estúdio, tinha colocado algumas flores por lá e também poucos balões, os presentes estavam no canto e meu violão encostado no banquinho em frente ao sofá, pedi pra que ela sentasse e me posicionei, começando os primeiros acordes.
“Eu tenho um anjo, ela não usa nenhuma asa, ela usa um coração que pode derreter o meu. Ela usa um sorriso que me faz querer cantar. Ela me dá presentes só com a sua presença. Ela me dá tudo que eu poderia desejar, ela me dá beijos só por voltar pra casa. Ela pode fazer anjos, vi isso com meus próprios olhos. Tome cuidado quando tiver um bom amor, por que os anjos vão continuar se multiplicando. Mas você está tão ocupada mudando o mundo. Só um sorriso pode mudar todo o meu. Nós dividimos a mesma alma (Oh, oh, oh, oh, ohhh) Nós dividimos a mesma alma. (Oh, oh, oh, oh, ohhh) Nós dividimos a mesma alma.
(Oh, oh, oh, oh, ohhh)
(Oh, oh, oh, oh, ohhh)
(Umm, umm, umm, uhhhhhhmm)”
As lágrimas já rolavam intensamente por sua face quando eu finalizei a música, peguei em sua mão, depositei um beijo nela e a trouxe em direção ao meu peito. Sentia as lágrimas dela atravessando o pano da minha camisa e molhando minha pele. Levantei seu rosto com as duas mãos e lhe dei um selinho.
“Obrigada, eu amo você.”
“Eu amo você. Feliz aniversário.”
“Obrigada.” Fungou e limpou as lágrimas.
“Ainda tem mais.” Fui até o canto e peguei os presentes.
A cada embrulho, um novo sorriso, nenhum presente era tão bom quanto esse, tirei a mecha de cabelo que caía sobre seu rosto e a beijei calmamente. Um abraço apertado veio ao fim.
“Poderia ficar com você desse jeito até o fim dos meus dias.”
“Eu amo ficar assim com você.” Pausei. “Na verdade, tudo com você é bom, ninguém nunca vai ser como você.”
“Para com isso.” Riu.
Ri também. “Vamos pro jardim?”
“Vai me jogar na piscina ou algo do tipo?”
Balancei a cabeça. “Não, mas a noite está linda hoje.”
“Que romântico!” Ela sorriu e passou os braços ao meu lado.
Subimos pro jardim e eu a abracei por trás quando paramos em certo ponto, ela se virou pra mim e nossos olhares se perderam um no outro.
“Não deixe que isso acabe.”
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Hey girls, desculpem a demora, mas sabem como tá corrido e talz... Bom, o que achama que vai acontecer? Deixem suas sugestões huahsuahuhusas CONTINUO COM MAIS DE 10 COMENTÁRIOS, xoxo

terça-feira, 26 de março de 2013

Capítulo 53 - Back in home.

“Querem ajuda no café?”
“Está atrasada.” Sarah riu. “Já até comemos.”
“Nossa, me excluíram hoje.” Balancei a cabeça.
“Ninguém mandou a senhorita e o senhor seu namorado ficarem em altos papos ontem a noite.”
“Estávamos colocando o papo em dia, dona Alli.” Levantei. “Vou tomar meu café.”
“Amiga, eu vou com você.” Alli levantou.
Ela estava inquieta enquanto eu fazia meu sanduíche, encostei na bancada ao lado dela.
“O que aconteceu, Als?”
“Eu tenho uma dúvida em um assunto.”
“Dúvida? Que dúvida?”
“É sobre o Josh... Sabe, eu queria estar sério com ele.”
“E vocês não estão?”
“Não, tecnicamente estamos ficando, eu quero mais, entende? Alianças, meus pais e os dele sabendo e tudo mais.”
“Deixa acabarmos a turnê, ele nem deve ter tido tempo pra pensar em algo pra fazer pra você, isso leva um pouquinho de tempo pra pensar e tempo é o que nós não temos. Tenha calma.” Ri.
Estava terminando meu copo de iogurte quando Cody levantou, Alli voltou pro sofá e ele fez um sanduíche com nutella.
“Levantamos tarde hoje.”
“Conversamos muito.”
“Foi bom.” Ele disse e deu mais uma mordida. “Sentia sua falta.”
“Eu sei.” Sorri.
“Sabe?” Arqueou uma sobrancelha. “Sei, o Justin me disse faz tempo.”
“Justin...” Riu.
“O que vamos fazer hoje?”
“Ah, Ísa, eu queria descansar um pouco mas se quiser sair, nós vamos.”
“Não, deixa, podemos ficar por aqui mesmo.” Abracei ele.
“É sério, se quiser nós vamos.”
“Não precisa, eu só perguntei.”
~ POV Cody Simpson ~
Os dias restantes da turnê foram se acabando e contávamos os dias pra irmos pra casa, depois de quase quatro meses dentro desse ônibus, estaríamos em Los Angeles em algumas horas. Quase 6 da manhã quando avistamos o aeroporto, de lá cada um arrumaria um jeito de ir pra casa. Optamos por táxis e nos dividimos neles.  Não demorou muito pra estarmos abrindo a porta de casa e termos nossos pais pulando em cima de nós.
“Como foi a turnê? O que aconteceu por lá?”
“Olha, mãe, muitas coisas.”
“Contem, temos bastante tempo.”
“Fora os shows incríveis, Rebecca e o primo dela fizeram um inferno por lá, Alli e Josh estão namorando, eu e a Ísa voltamos, terminamos e voltamos de novo e a mãe dela vai ter uma menina.”
“Turnê resumida.” Ísa e Alli disseram juntas.
“Vamos por partes... Rebecca?” Meu pai perguntou.
“Minha ex, lembram?”
“Sim, mas o que ela foi fazer lá?”
“Infernizar.” Ísa disse. “Fez a gente terminar, estraçalhou meu equipamento, nos batemos, mandou rumores pra imprensa, basicamente isso.”
“Meu Deus!”
“Agora... Alli e Josh?”
“É, pai, mas não estamos namorando.”
“Como não?” Perguntei.
“Ele não pediu.” Deu ombros.
“Se for assim, eu e a ísa também não estamos namorando.”
“Não mesmo, tem que pedir logo.”
“Mas já estamos namorando, não é amor?” Depositei um beijo no pescoço dela.
“É, a Alli que quer conto de fadas.” Riu.
“Vai dizer que você não queria um pedido oficial de namoro, Helô?” Arqueou uma sobrancelha.
“Ah...” Deu ombros.
“Como sua mãe está, querida?” Minha mãe desvencilhou o assunto enquanto esfregava as mãos, as esquentando.
“Ótima, tia, ela e meu padrasto estão hiper felizes.”
“O Tommy foi pro colégio?”
“Ultimamente não falta nenhum dia.” Meu pai riu.
“É... Meu irmãozinho se apaixonou.” Ri.
“Bom, não sei quanto a vocês, mas eu quero um banho e minha cama, tchau.” Alli mandou beijos e subiu.
“Podem deixar as malas por aí, depois damos um jeito.”
Abracei a Ísa por trás e subimos andando juntos, nos jogamos na cama assim que entramos.
“Lar, doce lar.”
“Não aguentava mais aquele cubículo de ônibus.” Ela riu.
“Foi uma turnê agitada.” Balancei a cabeça.
“E como, mas no fim deu tudo certo e estamos em cada juntos e morrendo de frio.” Puxou o edredom pra cima de nós e se juntou mais a mim.
Passei um dos braços ao redor dela e ficamos trocando selinhos rápidos por vários minutos. Ela se ajeitou de lado, de modo com que desse pra abraçar ela. Quando percebi, ela já estava dormindo. Abri um pequeno sorriso e tentei não me mexer pra que ela não acabasse acordando. Minha mãe veio com duas xícaras pro quarto um tempo depois.
“Acho melhor trazer o dela depois.” Disse enquanto bebia um gole do chocolate.
“Se importa se eu te acompanhar?” Sentou no na beirada da cama.
“Claro que não, mãe.” Me ajeitei.
“Me conta direito o que aconteceu.”
“Na turnê toda ou só a parte da Rebecca?”
“A parte da Rebecca.”
Contei toda a história detalhada pra ela e ri pelo nariz ao fim. “Longa história.”
“Ela enlouqueceu de vez.”
“É, mãe, mas ela não vai fazer mais nada.”
“Como tem tanta certeza disso?”
“Não tenho, mas espero.” Suspirei. “Não posso deixar que nada aconteça com a minha pequena.”
“Você ama ela, não é?”
“Demais.” Olhei pra ele. “O jeito que eu tratei ela quando estávamos brigados foi tão ridículo, me arrependo...”
“O que você fez?”
“Chamei ela de várias coisas.”
“Tipo puta?”
“Como sabe?”
“Estava na cara, não disse que ela e o Caio ficaram?”
“Sim, mas eu fazia por provocação antes disso acontecer.”
“Não faz mais, ok?”
“Ok, mas quando eu estou puto não respondo por mim, você sabe, mãe.” Ri de leve.
“Sei bem disso, mas se controle.”
Ela foi acordar só no almoço e, depois dele, resolvemos ir no mercado, Alli não quis ir porque ia ficar com Josh, então iríamos só nós mesmo.
“Pra quê carro, Cody? Larga de ser preguiçoso.”
“Era melhor, né... Mas se a senhorita não quer.” Abracei ela por trás.
“O que temos que comprar lá?”
“Besteiras, não sei fazer compras pra casa e essas coisas.”
Ela balançou a cabeça. “Ok, vamos.”
Seguimos para o supermercado mais próximo dali, mas mesmo assim demoramos um pouco pra chegarmos lá. Não tinham tantas pessoas pelos corredores, alguns estavam até desertos, por ainda ser hora de almoço. O primeiro em que entramos era o de balas, chocolates, etc, era um dos vazios.
“Sabe o que eu quero?” Fiz uma cara pensativa.
“”Hm, deixa eu pensar... Cereal?”
“Também, mas agora quero seu beijo.” Sorri.
“O senhor quer eu beijo, é?”
Ela foi dando passos pra trás, seguida dos meus passos, até se encostar em uma prateleira. Dois sorrisos apareceram quando nossos rostos estavam com a mínima distância um do outros, ela passou os braços por trás de meu pescoço, os entrelaçando e os meus foram pra sua cintura. Nos beijamos com voracidade, esquecendo por completo de que estávamos no corredor de um supermercado. Ao nos separarmos, pudemos notar que estavam nos fotografando, rimos e fomos correndo pelos corredores.
“Nunca mais faço compras com você.” Riu.
“Faz sim não resiste a mim.”
“Ah, pronto, convencido.” Pausou. “Minhas pernas estão doendo de tanto andar e agora correr.”
Passei os olhos em nossa volta e, num ato rápido a suspendi pelos joelhos e a coloquei num carrinho.
“Não, Cody! Que mico.”
“Shiu.”
Voltei a correr do jeito que estávamos antes, virava bruscamente nos corredores e ela quase morria de tanto rir e gritar. A farra acabou assim que um dos seguranças do mercado nos parou.
“Vocês não podem fazer isso dentro do mercado.”
“Lá fora pode?”
“O senhor entendeu.”
“Desculpa.” Ergui os braços, ainda rindo.
“Só estávamos nos divertindo um pouco, desculpa.”
“Tudo bem, mas alguém pode se machucar.”
Ajudei ela a sair de dentro do carrinho e, quando mudamos o corredor, não conseguíamos parar de rir.
~ POV Heloísa Dobrev ~
Pouco antes de chegarmos ao caixa, recebi uma mensagem do Josh, dizendo que precisava da minha ajuda.
“Sms de quem?”
“Josh, operação SOS.”
“Hm... Vai me deixar sozinho?”
“Ah, amor, ele quer ajuda com a Alli, entende não é?”
“Não.” Colocou as coisas na esteira.
“É pelos dois...”
“Claro que eu entendo, tenho umas coisas pra fazer mesmo.” Deu ombros.
“Posso saber o que?” Arqueei uma sobrancelha.
“Nada que deva saber.”
“Vê lá, heim...”
“Calma não é o que está pensando.” Riu, entregou o cartão de débito pra atendente do caixa e finalizou a compra.
“Então me fala, ué.” Peguei duas sacolas.
Ele pegou as outras duas. “Nada, Ísa.”
“Não gosto disso.”
Quando chegamos no portão, entreguei as sacolas pra ele, me despedi e fui pra casa dos meninos. Flo veio atender a porta.
“Oi.” Beijou meu rosto.
“Oi, Flo.” Entrei pra que ele pudesse fechar a porta.
“Aconteceu alguma coisa?”
“Não, vim falar com o Josh.”
“Ah, ele está no quarto...”
Fui em direção à escada, mas parei no primeiro degrau e virei pra ele. “Você está bem?”
“Claro, porque não estaria?”
“Não sei, parece estranho.”
“Não foi nada.” Esboçou um sorriso sem vontade no rosto.
“Depois nós vamos conversar, agora tenho que falar com o Josh.”
“Mas não é nada, Helô.”
Não acreditei no “nada” dele e subi pro quarto do Josh, que estava cochilando. Peguei uma almofada e taquei nele.
“Me chama e fica dormindo?”
Ele me deu dedo e sentou na cama, coçando os olhos.
Sentei no espaço que ele tinha deixado. “Vamos resolver isso, no que pensou?”
“Em fazer esse pedido logo, a Alli está toda estranha comigo por causa dessa besteira.”
“Não é besteira, ela quer um pedido formal, pra poderem dizer pra todos que estão juntos.”
“Todos já sabem.”
“Shiu, Josh... Quais suas ideias?”
“Que ideias? Não pensei em nada, estava esperando você me dar ideias.”
“Eu vou ter que fazer tudo? É isso mesmo?”
“De preferência.” Riu. “Brincadeira, eu vou ajudar em tudo.”
“Então comece pensando no que quer fazer.” Deitei na cama, fitando o teto.
“É difícil, e se ela não gostar?”
“Só de você entregar uma aliança pra ela, ela já iria amar.”
“Fechou, vamos fazer isso.”
“Para de graça!” Bati no ombro dele.
“Vamos pensar um pouco então.” Ligou o rádio.
“Só está enrolando.”
Deixei algumas músicas rolarem até desligar o rádio.
“Pensou?”
“Não, me fala suas ideias.” Riu.
“Cadê o romantismo, Joshua?”
Ele deu ombros.
“Idiota.” Balancei a cabeça. “Então, eu pensei no seguinte...”
[...] Depois de acertar tudo com o Josh e até chegarmos a planejar algumas coisas, Jake chamou ele pra ajudar em alguma coisa que eu não entendi.
“Pronto, senhor Déchard, vamos conversar.” Me joguei do lado oposto dele no sofá e peguei alguns Doritos na mesa de centro.
“Já disse que não é nada, insistente.” Riu, ainda olhando pra tv.
“E eu ao acreditei, pode começar a falar.”
“Então vou ficar quieto, não tenho nada pra falar.”
“Já sei, é alguma garota?”
Ele não me respondeu de imediato. “Talvez.”
“Como talvez? Me conta, vai.”
“Besteiras, Helô.”
“Eu quero te ajudar.”
“Não tem como.”
“Porque não?”
“Porque ela não gosta de mim e eu não terei a mínima chance.”
“Como pode afirmar com tanta segurança.” Arqueei uma sobrancelha.
“Porque é verdade.” Deu ombros.
“E quem é essa garota?”
Antes que ele pudesse me responder, a campainha tocou e ele levantou o mais rápido possível.
“Entra, Cody.” Ele disse.
“Não, Flo, só vim ver se a Ísa ainda estava aqui.” Disse olhando pra mim.
“Estava conversando com o Flo.”
“Quer continuar?” Perguntou, contraditório.
“Não.” Flo respondeu por mim. “Deixa isso quieto.”
Levantei e beijei o rosto dele. “Fica bem, francês.”
“Ok, cherry.” Sorriu.
Cody foi andando na frente, eu acenei pro Flo antes de que fechasse a porta. Cody parou depois de fechar o portão.
“O que estavam fazendo?”
“Conversando, ué.”
“Sobre o que?”
“Coisas do Florent, Cody.”
“Hm.”
“Foi fazer o que tinha que fazer?”
“Fui.” Deu ombros.
“O que você fez?”
“Fiquei no estúdio a tarde toda, já você não fez o que iria fazer.”
“É claro que eu fiz, falei com o Josh a tarde toda.”
“Não só com ele.”
“Porque tanto ciúmes do Florent? Sempre que eu fico com ele, você fica desse jeito.”
“Você não sabe o que diz.”
“É claro que eu sei, percebo seu ciúmes sempre.”
Subi num ritmo mais rápido do que ele pra evitar mais briga. Tommy veio abrir a porta e me abraçou assim que me viu. Não fiquei por muito tempo na sala e já fui pro meu quarto, não tinha entrado lá ainda, aproveitei pra arrumar minhas coisas e tomei um banho. Liguei o Skype pra falar com a Nina e combinei de ir pra lá no dia seguinte. Tio Brad veio me chamar pra jantar e lá foi quase um silêncio completo. Depois disso, fui pra cama, rolei os canais da tv até meu celular vibrar sem parar.
Cody: “Pequena?”
Helô: “O que, Cody?”
Cody: “Foi mal ficar com ciúmes do Flo de novo...”
Helô: “Tá... Eu vou dormir.”
Cody: “Vem pra cá.”
Helô: “Melhor não, prefiro ficar aqui.”
Cody: “Ok, até amanhã.”
Helô: “Até...”
Voltei a olhar pra tv até pegar no sono. Logo pela manhã, segui pra casa da Nina.
“Helô!” Ela me abraçou forte logo que abriu a porta. “Feliz aniversário.” Beijou minha testa.
“Obrigada, irmã.” Sorri e entrei no apartamento. “Cadê meu pequeno e o senhor seu marido?”
“Foram comprar algumas coisas.” Sentou ao meu lado no sofá.
“Que coisas?”
“Depois você vê.” Riu. “Como estão as coisas? Como foi a turnê?”
Contei tudo pra ela e logo Ian e Liam chegaram, meu celular vibrou no mesmo tempo em que a campainha tocou. Tinham várias interações no twitter e também algumas mensagens, respondi todas e deixei apenas uma, de um número restrito. Não consegui ver ela, já que Liam correu pros meus braços depois de ter deixado uma sacola na cozinha com Ian, que me abraçou logo depois.
“Parabéns, Helô.”
“Obrigada, cunhado.” Sorri.
“Fala parabéns pra titia.”
“Parabéns, titia Helô.” Me abraçou novamente.
“Obrigada, meu amor.”
Nina chamou o Ian pra ajudar em algo na cozinha e Liam se jogou ao meu lado e ligou a tv. Aproveitei esse tempo pra ver a tal sms, meus olhos se arregalaram ao fim.
“Ah, esse aniversário pode não ser tão bom, melhor tomar cuidado hahhhahhahaa.”. Seria muita conhecidência isso ter chegado no meu aniversário ou seria alguém tentando “brincar” comigo?
“Titia?”
“Oi?” Despertei dos meus pensamentos.
“Assiste.” Fez beicinho.
“Estou assistindo, meu amor.”
“Não.” Apontou pro meu celular.
Ri e olhei pra tv, aquela mensagem não me saia da cabeça, durante o dia só conseguia pensar em quem teria enviado isso e, cada vez eu ficava mais confusa.
“Pode se trocar, senhorita, vão dar 19h.” Estalou os dedos.
“E...?”
“E nada, o pessoal já vai chegar aqui.” Levantou e me puxou pelo braço.
“Pessoal? Planejou uma festa?”
“Planejei, agora vai tomar banho e se arrumar.”
“Ok... Mas o que eu visto?”
“Pega algum dos meus vestidos e toma banho no banheiro do corredor, quando Ian acabar o dele, eu tomo o meu. Te quero pronta até as 20h30 no máximo.”
“Não queria festa, Nina...”
“Vai ser legal, agora vai!”
~ POV Cody Simpson ~
19h40, Alli entrou em meu quarto, já produzida.
“Ainda não se trocou? Vamos, Cody!”
“Tenho outros planos, Alli.”
“Não pode estar falando sério! É aniversário da sua namorada.”
“Eu sei, relaxa, eu já preparei tudo.” Sorri. “Tenta fazer ela vir pra cá.”
“O que você fez?”
“Vou cantar pra ela e entregar os presentes.”
“Não pode fazer isso lá?”
“Não, temos que estar sozinhos, se me entende.”
“Ridículo, você.”
“Alli...” Fiz sinal de silêncio pra ela. “Ela vai adorar tudo o que eu fiz, agora faça sua parte pra me ajudar.”
“Ai, ok... Mas o que eu falo?”
“Fala pra ela vir, sei lá, inventa.”
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Hey gatitaaaaaas (: Sei que eu estou demorando pra postar e coisa e tal, mas está bem corrido mesmo... Só hoje tive duas provas surpresas, tenho vários trabalhos pra começo de abril e é isso, mas saibam que eu NUNCA vou abandonar a fic, eu amo escrever, amo ver vocês comentando, me apoiando, dando ideias e etc. Ah, leitora linda que deixou as ideias, já anoitei e já planejei algumas coisas, muito obrigada <3 vocês que quiserem dar ideias também, eu estou aceitando hhuashuahushuas, muito obrigada por tudo, vocês são demais! Continuo com mais de 10 comentários <3 xoxo