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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Capítulo 45 - "É só o vento lá fora."


“Não apressa as coisas.”
“Apressar? Já estou tentando ter uma resposta sua há muito tempo.”
“Eu já pedi pra esperar.”

“Esperar, esperar, esperar... Até quando eu vou ter que esperar? Esperar cansa e faz desistir, sabia?”
“Vai desistir de mim?” Seu semblante se desfez.

Passei as mãos pelo rosto. “Não foi isso o que eu quis dizer.”
“Não com essas palavras, mas foi.” Pausou. “Já superei com o Jake, supero com você também.” Virou as costas.
“Alli, por favor...” A puxei pelo braço, fazendo com que se virasse pra mim novamente e nossos olhares se fixassem. “Me dá uma chance...”
“Eu não sei, Josh.”
“Pensa nisso, eu quero estar com você, mais do que amizade.”
“Eu vou pensar.” Disse e se soltou.
~ POV Alli Simpson ~
Não era pra tanto, mas eu gostava dele e gostava de saber que ele se importava e também gostava de mim. Mas ver ele com a tal de Lexy e depois dizer que desistiria, me deixou um pouquinho pra baixo. Todos me diziam pra deixar de ser dura com ele, mas um namoro entre pessoas que são praticamente irmãos, quando acaba leva toda a amizade de anos embora e isso me preocupava. Passei por trás de onde os meninos estavam, pra não ser vista por eles. Cheguei em casa e Helô me gritou da parte da piscina.
“O que foi?” Sentei ao lado dela.
“Achou o Josh?”
“O Josh e a Lexy.” Fiz uma careta.
“Quem é Lexy?”
“A garota que ele ia pegar.”
“Ah, e você impediu?”

“Impedi, mostrei quem é que manda.” Ri.
“Josh deve ter ficado puto, mas gostado ao mesmo tempo.”
“Ele me disse pra pensar em dar uma chance pra ele.”

“Dá logo a chance, Alli, o garoto vai acabar louco desse jeito.”
“Tenho que me preparar melhor.”
“É... E os outros?”
Ri ao perceber que ela queria saber do Cody. “Ele está se comportando lá, fica tranquila.”
Ela riu, mas suas bochechas coraram. “Não era pra saber dele...”

“Sei... Bom, eu vou pegar um pouco de sorvete, quer?” Levantei.
“Não, estou com frio.”
“Sobra mais.” Dei língua pra ela.
~ POV Cody Simpson ~
Josh veio pegar sua prancha pra ir embora e resolvemos ir com ele.
“Você e a Ísa estão se falando normal agora?” Perguntou na frente de casa.
“Não, já brigamos hoje de manhã.”
“Cara, vocês tem que se acertar.”
“Ela só quer minha amizade.”
“Era o que ela queria quando chegou aqui e, dessa amizade, quase veio um filho.”
“Agora é diferente.”
“Seja amigo dela antes de voltarem a ser amar.” Fez suas duas mãos se ‘beijarem’.
Eles foram pra casa e eu toquei a campainha da minha, o portão se abriu e o travei novamente, minha mãe abriu a porta.
“Como foi o surf?”
“Bom, mãe, mas preciso de um banho quente.”
“Já almoçou?” Trancou a porta.
“Comemos em um quiosque.”
“Não quer comer mais nada?”
“Não, estou cheio.”
Subi, deixei a prancha no canto do quarto, separei uma roupa no closet e entrei no banho. Depois de me trocar, deitei na cama e fiquei passando os canais, nada de bom na tv. As horas foram passando e eu continuava deitado, uma forte pancada de chuva começou de repente, os pingos batiam ferozmente contra o vidro e o vento parecia querer arrancar todas as árvores do solo. Abri um sorriso bobo quando um flashback veio em mente.
~
“Que barulho é esse?” Ela perguntou com uma expressão assustada e se agarrou em minha camiseta.
“É só o vento lá fora.” Passei meu braço pela cintura dela.
“Parece que vai derrubar essa casa.”
“Calma, eu estou com você, Ísa.” Beijei a testa dela.
“Eu tenho medo de quando venta forte assim. Não devíamos ter nos escondido aqui, não vão nem nos achar.”
“Essa era a intenção do esconde-esconde.”
“Mas estamos longe.”
Ri. “Calma.”
“Não ria, estou com medo.”
“Não precisa ter,”
~
Devia ter quase 8 anos quando isso aconteceu. Chuvas como a dessa tarde, me faziam lembrar desse dia. Cheguei a me questionar em se ela tinha a mesma lembrança que eu. Minha cabeça discordou, mas eu levantei e resolvi ir até o quarto dela. Bati na porta e pude ouvir um “entra”, coloquei a cabeça pra dentro e entrei por completo, fechando a porta atrás de mim.
“Posso ficar?”
“Fica.” Deu ombros.
Sentei de frente pra ela e a observei enquanto olhava a chuva.
“Ainda sente medo?”
Ela não me respondeu de imediato. “Um pouco, ainda parece que o vento vai derrubar a casa.”
Ri. “Aquele dia foi tão inocente, enquanto todos procuravam por nós, nos escondíamos em uma construção.”
“Eu me senti tão... protegida por você.”
Um trovão fez com que ela levasse um susto e se arrepiasse, o vento dava altos assovios e nada de o tempo melhorar. Ela abriu um espaço e me sentei a seu lado.
“Esses barulhos me assustam.”
“É só o vento lá fora.” Sorri.
Ela me olhou e sorriu, um sorriso extremamente lindo,
“Ísa?”
“Oi?”
“Quero ser seu amigo. Vamos recomeçar?”
“Acho que podemos fazer isso.” Sorriu.
“Heloísa Dobrev, aceita ser minha melhor amiga na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, até que a morte nos separe?”
“Aceito.”
“Não pode me deixar, nunca mais.”
“Ok, só com divórcio.”
“Eu não aceito divórcio.”
Ela deitou a cabeça no meu peito e eu brinquei com seus cabelos. Queria poder parar o tempo e tê-la pra sempre em meus braços.
~ POV Heloísa Dobrev ~
Enfim o casamento chegou, levantei cedo e arrastei a Alli comigo pro apartamento da Nina.
“Levanta daí, vamos perder a hora no SPA!” Eu e Alli começamos a sacudi-la.
Em 20 minutos ela estava pronta, mas o nervosismo tomou conta dela assim que saímos. Passamos o dia no SPA, massagem, ôfuro, mais massagem... Pegamos os vestidos e fomos pro salão. Tio Brad veio buscar eu e Alli, Nina ficaria por mais um tempo e minha mãe iria com ela pra igreja.
“Vocês estão lindas.” Cody disse.
“Obrigada.”
“Estou super nervosa, vou ser madrinha com o Paul e só teremos nós dois como padrinhos.”
“Calma, amiga.” Alli riu. “Vou pegar nossos sapatos.” Subiu.
“Vai se destacar no altar.”
“Deus me livre, esse é o papel da noiva.”
“Mas você está linda.”
“Você também está lindo.” Me aproximei pra endireitar sua gravata borboleta. “Parece um noivo.” Ri,
“Um noivo sem noiva, só se for.”
Ri. “Uma foto?”
Ele concordou e tiramos a foto, que segundos depois já tinha comentários como “Imaginem quando for a vez deles?”, timos disso mas confesso que acabei imaginando. Alli desceu com meus sapatos em mãos, fazendo com que qualquer pensamento fosse esquecido. Cody se ajoelhou à minha frente no sofá e pegou um dos sapatos com a Alli.
“Para, Cody. Posso colocar sozinha.” Ri.
“Eu faço questão.”
Ele colocou meus sapatos sem tirar os olhos dos meus. Tommy desceu e sentou no sofá ao lado, tio Brad e tia Angie desceram alguns minutos depois. Fomos direto pro carro, Cody não quis levar o dele. A igreja já estava cheia e eu gelei ao descer do carro, Ian podia ser encontrado há metros de distância, já que não parava quieto.
“Oi.” Cumprimentei ele e o Paul, o pessoal fez o mesmo.
“E a sua irmã?”
“Nervosa como você, minha mãe ia buscar ela no salão.”
“Ah, eu preciso que procurem algum dos fotógrafos, Nina pediu pra que fotografassem os padrinhos.”
“Ok, vamos procurara.” Pausei. “É melhor irem pegar lugar lá dentro, tia.”
“Vamos fazer isso, querida.” Sorriu.
“Vejo vocês depois.” Disse antes do Paul me puxar até um fotógrafo.
Tiramos algumas fotos e logo vi o carro do meu pai  estacionar, em seguida uma limusine preta também estacionou. Ian teve que entrar e as portas da igreja se fecharam.
“Mãe!” Corri pra abraçá-la.
“Oi, meu amor.” Beijou meu rosto. “Filha, esse é o George.” Apontou pro homem a seu lado, que aparentava uns 50 anos. “Querido, essa é a Heloísa.”
Ele me cumprimentou. “Sua mãe fala muito sobre você.”
Abri um sorriso, ele parecia ser gente boa e os dois pareciam se dar bem.
“Depois teremos mais tempo pra conversarmos.” Olhei pro lado e vi meu pai. “Oi, pai.” O abracei, como sempre, ele não retribuiu. “Oi, Danielle...”
“Oi, fofinha.”
Entrei na limusine e Nina estava hiper nervosa, mais do que o Ian. Conversamos por alguns segundos e a moça que organizava nos chamou, dizendo que eu e o Paul seriamos os primeiros, respirei fundo e grudei no braço dele.
“Fica calma e sorria.” Riu.
As portas se abriram e senti minhas bochechas corarem, o caminho nunca demorou tanto, consegui encontrar o pessoal, Cody sorria bobo pra mim e Alli já tinha lágrimas nos olhos. Vários flashes bateram enquanto entravamos, paramos em um ponto do altar, daí minha mãe entrou com o pai do Ian, que se posicionou ao lado da mãe dele que já estava lá, e as duas daminhas de honra entraram derramando pétalas pelo tapete vermelho. Novamente as portas se fecharam e então a marcha nupcial começou, Ian começou a ficar inquieto e ficou paralisado quando Nina entrou. A cerimônia mal começou e eu já tinha os olhos transbordando, mas eu adoro casamentos. Na hora das alianças, minha mãe pegou Liam do colo de uma amiga da Nina e ele entregou as alianças, fazendo com que fizéssemos um “awwn”. Ao fim, os dois se beijaram e a imprensa caiu encima, impedindo qualquer contato com eles, decidi cumprimentar depois e fui até o pessoal.
“Cody já estava achando que tinham te roubado.”
“Me roubado?”
“O Paul, ele estava se mordendo.”
“Nada a ver.” Ele disse com as bochechas coradas.

Ri fitando o chão, mas não disse nada. Apenas um bom tempo depois, consegui falar com minha irmã e com o Ian, o pessoal cumprimentou os dois e fomos pro salão onde seria a festa, era um pouco longe daqui. Fomos como tínhamos vindo, o pessoal estava dividido nos carros do Matt, do Justin e do Jake. Juntamos três ou quatro mesas pra que desse pra todos nós, jogamos conversa fora por um bom tempo, mas eu queria conversar um pouco com meu novo padrasto e, quando ele e minha mãe chegaram, fui até a mesa que eles tinham pegado, os cumprimentei novamente.
“Posso sentar com vocês pra conversarmos um pouco?”
“Claro, filha.”
“Licença.” Sentei em uma cadeira vaga.
“A senhorita é a fotógrafa da família, certo?” George perguntou num tom divertido.
“Certo.” Ri. “Tenho um dia e meio de férias.”
“Nós compramos ingressos pro show na França.”
“Sério, mãe?”
“Não brincaria com isso.” Riu.
“Mas ainda vai demorar um pouco pra chegarmos lá.”
“Porque não apresenta seu namorado pro George, filha?”
“É...” Fitei a mesa. “Não estamos mais namorando.”

“Porque não? Vocês estavam tão bem...”
“Eu não quero falar sobre isso.”
“Como quiser.”
“Bom, como vocês se conheceram? Quero saber de tudo porque sou uma filha curiosa.”
Eles contaram que se conheceram há muito tempo, na época de escola, e acabaram se encontrando em um estacionamento de supermercado, desde aí eles viraram amigos e agora estavam namorando... Achei linda a história deles. Apresentei todos os meus amigos e minha mãe, tia Angie e Sarah logo começaram a conversar, George, tio Brad, Matt e Jeff arrumaram assuntos em comum pra conversarem. Não bebi tanto na festa, não queria perder o controle de minhas ações.

~ POV Alli Simpson ~
Josh estava do meu lado e, mesmo assim, me mandou uma sms dizendo que precisava falar sério comigo. Senti um frio na barriga, mas fui em frente.
“Eu vou até o bar, querem alguma coisa?”
Eles pediram as bebidas que queriam.
“Era alguma coisa, não o bar todo, vou precisar de ajuda.”
“Eu te ajudo.” Josh levantou.
Fomos até perto do bar, mas ele me parou antes.
“Ei, eu disse que queria conversar com você, pegamos as bebidas depois.”
“O que quer falar comigo?”

“Não é bem falar, não agora.” Se aproximou de mim.
Cedi e ele me beijou, suas mãos pousaram em minha cintura e as minhas foram para o pescoço dele. Nos beijamos seguidamente, só parávamos pra pegar o ar.
“Chega...” Disse sem fôlego algum. “As bebidas.”
“Deixa as bebidas pra lá, depois levamos.”
“Josh, vão desconfiar.”
“Não devemos nada pra ninguém, devemos?” Arqueou uma sobrancelha.
“Não, mas eu não quero que saibam que nos beijamos.”
“Vamos ficar em segredo?”
“Eu não disse que ficaria com você.” Dei ombros, tentando ser o mais séria possível.
O semblante dele se desfez e ele balançou a cabeça.
“Calma, estava brincando.” Ri.
“Então vai ficar comigo?” Perguntou num tom um pouco alto.
“Em segredo.”
Ele me beijou e me deu vários selinhos depois.
“Segredo, Josh!” Ri novamente.
“Ok, entendi.” Riu.
Aproveitamos a festa como amigos e com o pessoal, não desconfiaram de nada.
~ POV Cody Simpson ~
Quando eu e a Ísa resolvemos ir, meus pais e o pessoal já tinham ido e percebemos que não tinha como irmos pra casa, se ligasse pro meu pai ele passaria sermão por não termos ido com eles, e eu não estava a fim de ouvir. Às 3 da manhã não encontraríamos nenhum taxi na rua. 
"Como vamos ir embora?" Sentei no meio-fio.
"Vamos andando."
"Enlouqueceu? São 3 da manhã e estamos longe de casa."
"Então vamos pra um hotel, estou ficando com frio." Alisou os braços.
Tirei o terno do smoking e coloquei nos ombros dela, andamos até o hotel mais próximo, pedi um quarto e subimos, ela tomou banho primeiro. Quando saí do meu, ela estava encarando o teto pensativa. 
"Boa noite, Ísa."
"Boa noite, Cody."
Peguei a carteira da minha calça e coloquei no criado-mudo, deitei e, com as mãos debaixo da cabeça, encarei o teto também, ficando perdido em pensamentos insanos. Em outra época, não estaríamos dividindo a mesma cama apenas com roupas íntimas e ficaríamos pensando. Olhei pra ela e ela me olhou no mesmo tempo, rimos sem dizer nada. A proximidade entre nós, me fazia querer beijá-la, o único som do quarto, era o de nossas respirações. Os olhos dela foram se fechando e seus lábios iam de encontro aos meus, um beijo calmo se iniciou, nossas línguas brincavam em ritmo lento, nos separamos com uma sequência de selinhos. 
Ela riu. "Prometi que não te beijaria mais."
"Não consegue viver sem mim."
"Convencido." Bateu em meu ombro.
"Sei disso porque eu também não consigo viver sem você."

Seus olhos voltaram a se fixar aos meus e outro beijo se iniciou, mais rápido agora, ela veio por cima e foi o sinal que eu precisava. Percorri seu corpo com as mãos e a coloquei pra baixo, suas mãos percorreram meu abdômen, parando no cós da minha box. A ergui alguns centímetros da cama, abrindo o feixe de seu sutiã, o joguei em algum canto do quarto, antes de ir pra seus seios, me dediquei ao pescoço dela, beijos, chupões e mordidas leves. Fiz um caminho de beijos até seus seios, beijava toda a extremidade e sugava os bicos, ela soltava gemidos abafados. Desci os beijos pela barriga dela e me livrei de sua única peça restante, meus dedos faziam movimentos lentos em sua intimidade pra prolongar seu prazer, substituí os dedos pela língua e ela delirou, empurrava minha cabeça com uma das mãos e gemia, fazendo com que eu ficasse louco e aumentasse o ritmo da língua. Seu corpo se contorceu e ela teve o primeiro orgasmo da noite, subi até seus lábios e a beijei. Ísa se recuperou e veio por cima, sentou em meu membro por cima da box e eu pressionei sua cintura contra mim, fazendo com que meu membro ganhasse mais vida. Em um ato rápido, minha box foi parar no chão e ela me masturbava com movimentos rápidos e lentos, soltava gemidos altos, uma passada de língua aqui, outra ali e meu membro já estava todo em sua boca. Quando já não aguentava mais, peguei uma camisinha na carteira e entreguei pra ela. Ísa rasgou o pacotinho e colocou lentamente, se posicionou em cima de mim e foi descendo centímetro por centímetro, ela rebolava e cavalgava, tinha uma visão incrível de seu corpo. Nossos gemidos dominavam o quarto e o suor estava presente em cada centímetro de nossos corpos. Depois de eu ter gozado, ela gozou também, caiu na cama e passou o braço por meu abdômen. Sorri ao vê-la ofegante ao meu lado.
"Nós não devíamos."
Beijei a testa dela. "Shiu..."
"Não era pra passarmos de melhores amigos, Cody."
"Ninguém precisa saber, eu posso te tratar como melhor amiga, igual a antes."
"Promete que não vai me beijar?"
"Promete que não vai se afastar de mim?"
"Se você não me tratar diferente."
"Eu vou me controlar." Ri. "Mas me dá um último beijo?"
"Depois que eu tomar um banho, vai ser um de boa noite."
"Não posso ir com você?" Fiz beicinho.
"Hm, não." Riu e levantou.
Levantei e a abracei por trás, beijando seu pescoço. "Deixa, vai."
"Para de ser tarado." Riu e eu ergui uma sobrancelha. "Ok, só hoje."
Tomamos um banho, banho mesmo, sem mãos bobas ou beijos. Procuramos as peças pelo quarto e voltamos pra cama.
"Não me deve nada?"
"Acho que não, já tomamos banho juntos."
"Quero meu beijo."
Ela me deu língua. "Persistente."
"Sou louco pelo teu beijo."
"Ah é?" Se aproximou.
"É, sou louco por você." Sussurrei no ouvido dela. "Minha Ísa."
Ela deu o passe pra um beijo, nos beijamos por um bom tempo, olhei pro relógio do celular, já davam quase 5 da manhã, dormiríamos pouco. Ela quem me acordou, dizendo que passavam das 10 da manhã, colocamos as roupas e descemos, paguei o hotel e pegamos um táxi até em casa, no caminho ela me lembrou duas vezes de que éramos apenas melhores amigos. A prensei contra uma das paredes de fora de casa.
"O que eu te disse?"
"O último, por favor."
Ela me deu um selinho. "Pronto."
"Brincadeira, né?" Olhei pros dois lados e beijei ela. "Pronto, vamos entrar."
Ela riu enquanto balançava a cabeça. Entramos, minha mãe já nos encheu de perguntas e Alli foi no embalo.
"Já disse que ficamos em quartos separados, Alli."
"E não devemos satisfações pra senhorita." Completei.
"Seus grossos." Deu língua pra nós. "Vocês atrasaram todo mundo, esqueceram do iate? Sai em meia hora. Vão se trocar rápido!"
"Querem comer algo antes?"
"Não, mãe, comemos lá."
Coloquei uma bermuda e uma regata, fui pro quarto da Ísa, que estava com a cama cheia de biquínis. 
"Não sei qual colocar."
"O preto." Apontei.
"Não, fica muito pequeno."
"Essa é a intenção."
Ela riu. "Me resolvo sozinha, vaza."
"Que amor." Ri.
"Sai logo."
Saí do quarto e me joguei no sofá, colocando a cabeça no colo da Alli.
"Cadê sua namorada?"
"Melhor amiga, ainda está decidindo o biquíni."
"Agora só ela é sua melhor amiga, legal."
"Eu tenho duas, sua ciumenta." Beijei o rosto dela.
"Nem liga mais pra mim." Fez beicinho.
"Para de ser ciumenta." Ri. "Eu amo você."
"Awn, eu amo você."
"Que lindos." Minha mãe disse sorrindo. 
Nós rimos. Ísa desceu em seguida e já fomos pro píer, todos nossos amigos já estavam lá. Nos cumprimentamos e o piloto nos guiou até o iate.
"Demoraram pra caralho."
"Foram esses dois." Alli apontou pra mim e pra Ísa.
"Sempre eles." Riram.
~ POV Heloísa Dobrev ~
O piloto saiu com o iate e o DJ já colocou as músicas pra tocar, bebidas pra cá e pra lá, logo já estávamos dançando, rindo e com brincadeiras sem sentido. Cody puxou Alli pra água e essas brincadeiras desse tipo começaram, todos nós caímos pelo menos uma vez na água. Subimos pra comer e as meninas deitaram pra tomar sol na frente do iate enquanto os meninos conversavam na parte dos bancos. 
"Como foi a noite dos fujões?"
"Dormimos num hotel e em quartos separados."
"Sabemos."
"Então perguntem pro Cody."
"Vocês tem que parar com isso, se amam e ficam falando que não."
"Vocês sabem meus motivos."
"Ok, vamos parar de falar da vida deles dois, eles ficam nervosos." Manu riu.
"Você e Jake vão mesmo viajar?"
"Vamos, a mãe dele mandou duas passagens."
"A família dele é bem legal, vai gostar deles." Alli disse.
"Espero que eles gostem de mim."
"Vão gostar sim, Nick."
Os meninos se juntaram a nós e paramos com o papo.
"Levantem daí, não contratei o DJ a toa." Cody disse.
Levantamos e começamos a dançar, não encontramos mais a Nick e o Jake e a Manu e o Cambo, deviam estar nos quartos lá em baixo, mas não tivemos curiosidade em irmos ver. 
"Mancada não terem me deixado trazer nem uma garota pra cá." Flo disse.
"Não queríamos gente de fora, mas os casaizinhos se juntaram lá em baixo." Alli deu ombros.
"Vou pra ponta, alguém quer me fazer companhia?" Perguntei já levantando.
Eles não disseram nada, então segui pra ponta, subindo os poucos degraus, sentei na ponta do iate com os joelhos dobrados e a cabeça apoiada neles. Não dava pra se ouvir direito o som e era disso que eu precisava, sossego pra pensar. Não conseguia parar de pensar na noite com o Cody, quanto mais tentava esquecer, mais meu pensamento se fixava nele, por alguns instantes queria que tudo fosse como antes, mas logo voltava a pensar nos contras do nosso relacionamento voltar à tona. Ouvi passos vindo em minha direção, Flo sentou ao meu lado, olhei pra ele e voltei meu olhar pro mar.
"Posso ficar ou prefere que o Cody venha?"
Balancei a cabeça. "Pode ficar."
"Percebi que você está distante, quer conversar?" Sentou ao meu lado com o olhar fixo no mar.
"Não estou distante, só estava pensando um pouco."
"Tem a ver com o Cody?"
"Não." Suspirei quando o silêncio dominou. "Na verdade, saudades, apenas saudades."
"Isso o que vocês tem não acaba assim, não tem que acabar assim, não se vocês não quiserem. Dá pra ver nos olhos de vocês que se amam."
"Você é tão fofo, porque está solteiro?" Deitei a cabeça no ombro dele.
"Ainda não achei a garota certa pra mim, mas eu tinha uma garota na França."
"Desistiu dela?"
"Quando voltamos pra lá daquela vez, ela já estava com outro cara." Deu um sorriso sem vontade e passou o braço em volta de mim.
"Sinto muito por você."
"Não sinta, a vida é assim..."
"Sei bem disso."
Ficamos em silêncio por um bom tempo, meu pensamento ainda estava fixo no Cody, queria voltar correndo pra ele e ganhar mais um beijo, permanecer nos braços dele até o amanhecer. 
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Oi meninas, demorei um pouco pra postar, mas meu feriado foi hiper corrido...  Bom, é isso, shippadoras de Jolli, ai está hahahahaha Comentem e eu continuo com mais de 10 comentários, quero saber o que vocês estão achando (: podem dar sugestões também, xx

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Capítulo 44 - Surf.

~ POV Heloísa Dobrev ~
Cody não me deixou sozinha pela tarde e fiquei conversando com ele nas espreguiçadeiras, estávamos agasalhados, já que o vento frio batia cruelmente contra nós, nos fazendo gelar. Tentava deixar meu pé o mais parado que conseguia, mas era complicado pra alguém que não consegue ficar parada. Perdemos a noção da hora, depois da janta, todos foram pra seus quartos e nós ficamos na sala vendo uma série de suspense. Sentei com as pernas dobradas pro lado, mas o pé machucado deixei apoiado na mesa de centro, Cody fez o mesmo, ficando com a cabeça apoiada em mim. Prestei atenção em todos os episódios que passaram, só tirando os olhos da tv quando acabou a maratona.
“Amo essa série, você gostou?” ... “Cody?”
Só ai vi que ele estava dormindo, fiquei o admirando, dormia como um anjo, um lindo anjo. Seus cabelos bagunçados deixavam alguns fios espetados pra todos os lados. Senti um pouco de dó dele, por ter apagado, já que não tinha dormido bem na noite passada por minha causa. Nem pensei em acordá-lo, continuei a observar ele, que acordou alguns minutos depois. Seus lindos olhos verdes me encararam assim que se abriram e um sorriso se esboçou em seu rosto.
“Adormeci seu braço?” Se espreguiçou.
“Na verdade, nem percebi que tinha dormido.” Ri.
“Queria ter assistido, mas o sono falou mais alto. Bom, vamos dormir lá em cima?” Levantou e me esticou a mão.
“Cody?” Disse quando faltavam apenas alguns degraus.
“Oi?” Me ajeitou em seu colo.
“Posso ficar no seu quarto?”
“Pode.” Não conseguiu conter o sorriso.
Abri a maçaneta e ele me deitou em sua cama. Cody foi se trocar, vasculhou o closet e me jogou um moletom cinza de um time de baseball.
“Coloca, vai ficar quente com ele.”
“Eu já tenho um.”
“Vai querer dormir com seu moletom novo?”
“Ah, é mesmo.”
Me virei de costas pra ele e troquei com o que eu usava, ficando apenas com a calça legging. Deitei ao lado dele e me cobri, ele virou pra mim e ficou me olhando sem dizer nada.
“O que foi?” Cobri o rosto com as mãos.
“Há 3 semanas nem me olhava e agora está aqui.”
“Eu não quis dormir sozinha, me lembro da dor lá no quarto, prometo que amanhã vou pra lá de volta.”
“Não estou reclamando.” Riu.
Apenas ri.
“Quer outro cobertor ou só esse?”
“Só esse, seu moletom é quente.”
“Pode ficar com ele, se quiser.” Deu ombros enquanto sorria.
“Não, é seu.”
“Ísa, posso te perguntar uma coisa?”
Assenti.
“Você não vai embora, como disse que iria, não é?”
“Não tenho pra onde ir e não vou querer sobrar no apartamento que o Ian e a Nina vão morar.”
“Eu não suportaria que fosse.”
“Nem iria fazer tanta falta, logo saímos em turnê.”
“É, daqui uma semana.”
“Suas fãs sabem que rompemos?”
“Saíram algumas manchetes, mas não confirmei nada.”
“Elas deve suspeitar, não?”
“Acho que não.”
“pretende contar?”
“Você quer que eu faça isso?”
“Acho melhor não esconder nada delas, depois vai ser um escândalo se descobrirem sozinhas.”
“Não queria que isso fosse pra mídia.” Suspirou.
“Então não precisa contar.”
“É que você sabe como é a mídia...”
Balancei a cabeça. “Sei, eles não vão te largar querendo saber detalhes, daí vão me chamar também e eu não gosto de entrevistas.”
“Sei disso. Vai ser nosso segredo, ok?”
“Não só nosso, mas ok.” Ri.
“Me empresta seu celular?”
“Pra?”
“Vai.” Riu.
“Está lá em baixo.”
“Posso pegar?”
“Pega.” Dei ombros.
Ela desceu e eu me estiquei até o criado-mudo pra pegar o dele, como sabia a senha, fucei em tudo, mensagens principalmente, mas não achei nada de mais. Ele demorou um pouco pra voltar e me entregou meu celular.
“Pra que queria?”

“Nada.” Disse sapeca.

“Cody, conheço essa voz. O que aprontou?”
O destravei e vi várias interações no Instagram, abri e vi que ele tinha tirado uma foto e postado com a legenda “hacked”, olhei pra ele, que ria.
“Idiota.”
Ele beijou meu rosto demoradamente. “Boa noite.”
Neguei com a cabeça. “Boa noite.” Deixei o celular de lado e me ajeitei pra dormir.
Pela manhã, acordei com meu celular apitando. Eram 8h30 da manhã e o despertador estava nomeado como “eu te amo”, coisa do Cody, pensei comigo. Coloquei meu celular perto do ouvido dele e dei play em uma música que começava com uma batida forte. Ele acordou num pulo.
“Bom dia.” Sorri inocente.
“Obrigada por me ensurdecer.” Coçou o ouvido. “Eu te acordo com um despertador fofo e você faz isso comigo?”
“Desculpa...” Disse cabisbaixa. “Não queria que ficasse bravo.”
Ele riu. “Não estou, era brincadeira.
Dei língua pra ele. “Achei que estivesse bravo...”
“Porque eu ficaria? Eu te acordei e você deu o troco.”
“Ai que lindo.” Apertei uma das bochechas dele.
“Aí já é demais.” Riu de novo.
Passei meus braços em volta dele. “Estamos melhores como amigos, não acha?” Deitei a cabeça no peito dele.
“É...” Suspirou.
“Cody...”
“Eu já entendi, Ísa.”
“Você sabe que é melhor assim, de um jeito ou de outro, estamos juntos.”
“Estamos...”
“Para com isso.” Sentei na cama. “Não quero que acabemos mal novamente.”
“Tenta entender meu lado, Ísa.”
“Você entende o meu?” Ele não me respondeu, aderi como um sim. “Está vendo?” Levantei da cama em um pé só.
“Aonde você vai?”
“Pro meu quarto.”
“Fica mais um pouco.”
“Não, Cody.”
“Eu te ajudo.” Levantou.
“Não precisa.” Troquei o moletom e entreguei pra ele, peguei meu celular e saí em direção ao meu quarto.
“Bom dia, tio.”
“Bom dia, Helô.” Notou que eu estava indo em um pé só. “Quer ajuda?”
“Não, obrigada.”
Continuei meu caminho até o quarto, o que demorou alguns minutos, me joguei na cama ao entrar. Esperei um tempo pra levantar de novo pra poder me arrumar, tinha que sentar toda hora, já que minha outra perna doía. Ensaiei diversas vezes pra poder descer a escada, que tinha uma parada no meio e isso dificultava.
“Quer ajuda agora?” Ele perguntou escorado no batente da porta.
“Ok, quero, antes que eu role as escadas.”
Cody me pegou no colo, descendo as escadas correndo, me deixando com a sensação de que iria cair. Foi em direção à cozinha e me deixou em uma cadeira.
“Obrigada.”
“Nada.” Sorriu.
“Bom dia, tia.”
“Bom dia, querida.”
“Bom dia, mãe.”
“Bom dia, Cody.”
“Ela é querida e eu sou Cody, legal.” Se fez de emburrado.
“Que ciumento, meu Deus.” Beijou o rosto dele. “O que querem comer?”
“Cereal.”
“Sanduíche com pasta de amendoim.”
“Ok, vou fazer pra vocês.”
Tia Angie fez o cereal dele e meu sanduíche e sentou pra comer também, Alli e Tom desceram depois que já tínhamos acabado, tio Brad tinha ido resolver umas coisas. Cody foi pro estúdio do porão e, depois de alguns minutos, tive curiosidade de ver o que estava fazendo lá. Desci as escadas sentada e parei na porta, que estava entreaberta, tinha demorado pra descer e ele dava acordes lentos, provavelmente os últimos da música.
“To get back to you.”  Suspirou e deixou o violão de lado, se jogando no enorme sofá logo depois. Ele passou as mãos pelo rosto e sussurrou algo que eu não consegui entender.
“Música nova?” Finalmente perguntei enquanto entrava.
“Você ouviu?” Perguntou meio assustado.
“Só a última frase, “to get back to you”.” Sentei ao lado dele.
“Não é música nova, é... É um cover.”
“Ah...” Disse mesmo sabendo que estava mentindo. “Posso ouvir você cantar esse cover?”
“Ah não, cansei.”
“Só não quer cantar pra mim, ok...” Levantei os braços e os deixei cair em minhas pernas. “Ficou bravo com o que eu te disse?”
“Não.”
“Ficou sim, eu te conheço.”
“Não fiquei.”
“Ficou, Cody.”
“Não, Heloísa.”
A cada ficou e não ficou, íamos nos aproximando mais e mais, quando faltavam poucos centímetros e nossos olhares já estavam fixados um ao outro, me afastei dele.
“É melhor eu subir.”
“Não vou tentar te beijar, fica tranquila.” Se arrumou no sofá, ficando virado pra frente, impossibilitando me olhar.
“Cody, para de ficar bravo com tudo o que eu falo, quer que eu pare de falar com você pra não ficar desse jeito? Parece que é o único jeito.”

“Não, só não me acostumei a ser só seu amigo.”

“Se acostume, porque é isso o que seremos.”
“Porque você é tão grossa?”
“Porque você só quer as coisas do seu jeito.”
“Não é assim.”
“É lógico que é, não posso dizer nada que não goste que você já fica bravo.” Levantei do sofá com um pouco de dificuldade. “Mal voltamos a nos falar e já estamos brigando. Não damos certo.”
“Realmente, nem amigos.”
“É.”
“É.”
“Tchau.”
“Tchau.”
“Para de me repetir.”

“Não estou te repetindo, só concordando.”

“Que seja.”
Demorei um bom tempo pra subir e ele não mexeu um dedo pra me ajudar, odiava não apoiar o pé no chão, logo eu que me mexo o dia todo.
“O que estavam fazendo lá em baixo?”
“Discutindo.”
“Já?”
“Já, Alli.” Suspirei.
“Vocês se amam.” Riu.
“Ou não.”
“Não? Tá bom, vocês brigam e brigam, mas não ficam longe um do outro e isso que deixa a relação de vocês assim, como melhores amigos que não admitem que não vivem um sem o outro.”

“Você está assistindo muitos filmes, Alli.”

~ POV Cody Simpson ~
Depois de muito socar o sofá, resolvi fazer algo que me acalmasse, se descontasse nela seria ainda pior pra nossa “relação”. Surfar era o único refúgio que eu tinha. Subi direto pro meu quarto, apenas notando que ela estava na sala. Coloquei uma bermuda e uma blusa de frio, liguei pros caras e separei a roupa e a prancha.
“Vai surfar?” Perguntou ao entrar no meu quarto.
“Vou, Alli.”
“Sozinho?”
“Com os caras.”
“Não está pensando em aprontar, não é?”
Suspirei. “Eu estou solteiro... Mas não, não quero mais complicações pra minha vida, vou surfar pra me livrar dos problemas.”
“Entendi... Ela também não está bem, bruvva.”
“Nós não temos mais jeito.”
“Tem sim, quem sabe se começarem de novo? Faz ela se apaixonar por você mais uma vez.”
Ri do que ela disse com uma cara romântica. “Não vai dar certo, eu fui romântico e ganhei um tapa na cara.”
“Mas isso foi porque vocês ainda nem tinham conversado antes, agora estão como amigos e pode ir começando aos poucos.”
“Eu sei que não vai dar certo.”

“Aproveita mais as oportunidades, garoto. E se um dia ela for embora e você não tiver mais a chance de ter ela de volta? E se ela encontrar outro?”

“Isso não vai acontecer.”
“Que ótimo, ele pode ver o futuro.” Disse com ironia. “Sabe que as coisas não são assim.”
“Você tem que parar de ver filmes dramáticos.” Balancei a cabeça.
“Estou falando sério, reconquista a SUA Ísa antes que outro faça isso.” Saiu do quarto.
As palavras da Alli rondaram minha cabeça, será que outro cara já estava de olho na minha garota? Um frio me percorreu a espinha ao pensar na possibilidade, cheguei até a considerar a ideia da Alli de reconquistá-la, mas não sabia como fazer. Saí de meus pensamentos com a Ísa gritando “tem gente” logo depois de a campainha tocar, como meus pais não estavam lá em baixo, desci pra abrir, provavelmente eram os caras. Desci com a prancha, olhei pela câmera e destravei o portão, já deixando a porta aberta. Fiz um toque com eles e eles cumprimentaram a Ísa.
“Vão surfar?”
“Vamos.”
“Hm.”
“Ó o ciúmes.”
“Não tem ninguém com ciúmes.”
“Ninguém, só a Heloísa.”

Ísa deu dedo pro Jake e deitou no sofá.

“Avisa meus pais se perguntarem.”
“Tá, Cody.” Bufou.
Andamos até a praia falando de como deviam estar as ondas hoje. O vento gelado cortava nossos rostos , quase nos fazendo desistir, mas bons surfistas não desistem. Não antes de tentarem. Fomos até o banheiro masculino que tinha atrás de um quiosque e, um de cada vez, trocou a roupa pela de surf. Fomos em direção ao mar, a praia era quase só nossa e as ondas estavam altas, dia perfeito pro surf, tirando o frio. Flo se arriscou em algumas ondas e, com algumas dicas, já conseguia dar uma de surfista. Quando saímos da água, nossas barrigas roncavam de fome, comemos em um quiosque e voltamos a por as roupas com que viemos e sentamos na areia com as pranchas enterradas nela.
“Já vamos embora?” Cambo perguntou.
“Acho que o Josh tem um motivo pra ficar.” Flo apontou com a cabeça pra uma garota que estava nos olhando desde que havíamos saído da água, mais especificamente pro Josh.
“Chega nela.” Jake cutucou ele.
A garota percebeu que estávamos falando dela e veio até nós.
“Oi.” Disse um pouco tímida.
“Oi.”
“Pode levar nosso amigo solteiro.” Jake apontou pro Josh, dizendo em um tom divertido.
“Senta aí.” Ele deu um espaço a seu lado.
~ POV Josh Winnington ~
Ela sentou e se apresentou como Lexy, os caras foram pra um pouco mais distante de nós, deixando ela mais a vontade pra falar comigo.
“Vocês sempre surfam aqui?”
“A maioria das vezes quando não estamos em turnê.”
“Você é o fotógrafo do Cody, não é?”
“Faço os vídeos, na verdade eu e o Florent revezamos as noites.”
“Deve ser legal sair em turnê.”
“No inicio não, mas com o decorrer do tempo nos acostumamos, brincamos muito lá, isso faz passar o tempo.” Ri. “E você, mora por aqui?”

“Vou passar alguns meses, como não conheço nada e nem ninguém por aqui, vim pra praia.”

~ POV Heloísa Dobrev ~
“Porque está tão inquieta?” Perguntei parando a Alli com o braço, já que ela andava de um lado pro outro na frente do sofá. “Está me deixando tonta, sabia?”
“Eles estão demorando, você não acha?”
“Está preocupada com seu irmão ou com o Josh?”
“Com o Cody, ele pode estar fazendo algo, não se preocupa?”
“Não estamos mais juntos.” Dei ombros, mesmo começando a pensar no que ela disse, mas se estivesse fazendo algo, eu não tinha nada a ver com isso.
“Eu vou ir pra praia, vamos?”
“Não estou a fim e eu não consigo andar muito bem ainda.”
“Ok, eu vou.”
“Fala a verdade, está querendo saber do Josh, não é?”
“Que coisa, já disse que não.”
“Você não me engana.” Gritei antes de ela sair.
~ POV Josh Winnington ~
Fomos comprar dois refrigerantes e aproveitamos pra andar pela praia, deixei minha prancha com os caras, que iriam ficar na praia por mais um tempo. Ela tinha um papo bom e às vezes me fazia rir, gostava disso.
“Então essa semana você ainda vai estar por aqui?”
“Vou, sexta tenho um casamento pra ir, sábado é provável que façamos alguma coisa e de madrugada saímos com o ônibus, mas durante a semana estaremos aqui.”
“Podemos nos ver, se não tiver algo melhor pra fazer, pode me mostrar alguns lugares?”
“Claro, só não hoje, está meio frio.”
“Concordo, também já estou ficando com frio e olha que nem fui pra água.” Bebeu um gole de seu refrigerante. “Seus amigos parecem legais.”
“Eles são, estamos quase sempre juntos, quando não, estamos com as garotas também.”
“Todos eles namoram?”
“Menos o Flo, mas ele pega bastante garotas.”
“E você também deve pegar.”
“Não sou tão pegador, prefiro uma garota só.”
“E já tem uma em mente?”

“Sim, mas eu não sei o que ela quer comigo.”

Ela parou, ficando de frente pra mim. “Ela não sabe o que está perdendo.”
Íamos nos aproximando mais e mais, quando senti dois dedos cutucarem meu ombro, me virei assustado e vi Alli com os braços cruzados. Senti minhas bochechas corarem e não sabia onde enfiar a cara, não esperava que ela aparecesse aqui.
“A-Alli... Eu posso te explicar. Essa é a Lexy, só estávamos conversando.”
“Conversando? Você acha que eu sou cega?”
“Espera um pouco, você me disse que era solteiro e seu amigo confirmou isso.”
“Não, ele não está solteiro, queridinha. Pode dar meia volta e pegar seu rumo.”
Lexy me fuzilou com o olhar e saiu de perto de nós com passos largos. Alli cruzou os braços novamente e também me fuzilou.
“O que foi isso, Alli?”
“Não fui com a cara dela.” Deu ombros.
“E isso é motivo? Que eu saiba, eu sou solteiro.”

“É, mas ela não era pra você.” Fez uma careta. “Muito atirada.”

Me aproximei dela, praticamente colando nossos corpos. “Admite que ficou com ciúmes.”
“Não fiquei.”
“Admite.”
Nossas testas estavam quase coladas e nossas respirações ofegantes, meu coração batia rápido e eu jurava que ela podia ouvi-lo quase pulando de meu peito. Nossos olhos não desviavam um do outro.
“Admite.” Disse num sussurro, o que permitiu que quase tocássemos os lábios.
“Admito.” Ela disse depois de eu a ter puxado pela cintura.
Os centímetros entre nós desapareceram e um beijo se iniciou, uma de minhas mãos foi parar em seu rosto, o acariciando com o polegar. Nos olhamos novamente ao fim do beijo, mas não dissemos nada por um tempo.
“Você é linda.”
Ela corou. “Para.” Deu um passo pra trás.
“Para de negar o que tem entre nós, deixa acontecer, me deixa te ter, te chamar de namorada quando for te apresentar.”
“Josh...”
“Alli, não dificulta.”
“Nós somos amigos.”
“Eu não quero ser seu amigo, quero ser mais e sei que você também quer.”
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Oi meninaaaaaas! Amei todos os comentários do capítulo anterior e espero que gostem e comentem bastante nesse (: E ai, agora rola Jolli? O que vocês esperam do próximo capítulo? Ah, se eu ainda não te aviso quando posto novos capítulos, deixei seu twitter nos comentários ou me mande um tweet dizendo que lê a fic, meu twitter é o @MyAngelSimpson4, pra quem não sabe. Continuo com uma margem de comentários parecida com a dos últimos capítulos (mais de 10), então depende de vocês, COMENTEM! xx