Páginas

terça-feira, 16 de abril de 2013

Capítulo 55 - My love.

Eu, Flo, Alli, Josh e Cambo ficamos conversando a tarde toda, pouco antes de eu ir pra casa, Matt passou por lá pra saber o que tinha acontecido. Me despedi de todos eles e fui pra casa, Cody e Tom estavam jogando um jogo de tênis na sala.
“OI mô, oi Tommy.” Sentei no sofá.
Cody encerrou o jogo e veio até mim, me dando um selinho. “Demorou.”
“Porque não foi até lá?”
“Fiquei jogando.” Deu ombros.
“Cody, seu amigo foi esfaqueado e você não foi nem ver ele?”
“Perdi a noção da hora.”
“Me fala os motivos reais.”
“Que motivos reais? Não jogamos a tarde toda, Tom?” Olhou pra ele.
“Sim, mas não me metam nisso.” Riu.
“Uma hora o senhor vai me dizer o que está acontecendo entre vocês.”
“Ísa, não está acontecendo nada, não seja paranóica, amanhã eu vou pra lá.”
“Ok, Cody.” Levantei do sofá. “Preciso de um banho.”
Tomei um banho rápido mas relaxante, vesti uma roupa qualquer e deitei na cama e assisti meu programa favorito. 19h quando olhei pro relógio.
“Posso?” Cody colocou a cabeça pra dentro do quarto.
“Entra.”
Ele entrou e deitou ao meu lado. “Meus pais vão sair pra jantar fora, quer ir, amor?”
“Não, estou cansada, mas pode ir.”
“Não vou te deixar aqui sozinha.”
“Então vamos pedir pizza.” Ri.
“Você, pizza, casa, nada melhor.” Riu. “Vou avisar pra eles.” Pegou o Iphone do bolso.
“Vai mandar sms?”
“Não estou a fim de ir até lá embaixo.”
Mesmo depois da sms, eles vieram confirmar se não iríamos mesmo, logo depois eles saíram.
“A casa é só nossa.” Me olhou.
“Percebi.” Fingi não entender a indireta.
“Você entendeu, Ísa.”
“Ok, ok, ok, eu entendi.” Ri.
Ele sorriu sapeca e me beijou, o beijo foi se aprofundando e tomando ritmo, as mãos bobas começaram a perder o controle.
"Não gostei." Me separei dele.
"Não gostou de que? Posso saber?"
"Da falta de pegada." Levantei, sendo seguida dele.
"Faltou pegada? Ok."
Ele passou as mãos pelo rosto, e pareceu que desistiria, mas pra minha surpresa, em um ato rápido e bruto ao mesmo tempo, ele me encurralou na parede e me beijou com tamanha voracidade. Ele sabia como me excitar, uma de suas mãos estava na minha nuca e seus lábios sugavam meu pescoço, enquanto isso, a outra mão deslizava pela minha cintura fortemente. Gemi baixo ao pé do ouvido dele e ele deu uma leve mordida em meu pescoço, era provável que ficaria marca. Cody apertou minhas coxas, entendi o recado e entrelacei as pernas na cintura dele, que sem deixar de me beijar foi andando em direção ao banheiro.
"Pra onde você está indo?"
"Shiu, Ísa."
Ele abriu a porta do banheiro e me sentou na bancada, suas mãos levantaram minha blusa até a altura do sutiã, seus beijos foram pra minha barriga e dua língua passou pouco acima do cós do meu short jeans, fazendo minha pele se arrepiar. Aproveitei pra me livrar da regata dele quando ele voltou à minha altura, deslizei as unhas levemente pelo abdômen dele.
"Anda malhando bastante, não é?" Perguntei ao pé do ouvido dele.
Cody apenas riu e acabou o que tinha começado, retirando minha blusa por completo, ele não exitou e já se livrou do meu short, sua bermuda logo já estava jogada pelo chão também. A cada toque, a cada beijo, podia sentir sua excitação e não demorou pra que seu membro tomasse vida. Minhas roupas íntimas foram arremessadas pra algum canto do banheiro, seus lábios foram pro local que me deixava louca, ele beijava um seio e massageava o outro, gemidos se formavam e saiam de modo rouco, ele caprichou nessa parte. Em seguida, foi a vez da minha intimidade, sua língua fazia movimentos circulares rápidos, senti um dedo me penetrar e depois outro, ele quase os tirava por completo e colocava novamente, instensificando o ritmo, um gemido alto saiu quando ele mordiscou meu clitóris, não demorou pra que eu chegasse ao primeiro orgasmo. Demorei alguns segundos pra me recompor, levantei da bancada e o empurrei até a parede de frente, beijei o pescoço dele enquanto massageava seu membro por cima da box. Fiquei de joelhos no chão e tirei a box dele, comecei com movimentos rápidos uma punheta e ia diminuindo, ele apoiava as costas na parede e gemia baixo com os olhos fechados, quando parei os movimentos, ele me olhou safado, sabia exatamente o que ele queria. Dei algumas passadas de língua por toda a extremidade e dei início a um boquete, ele começou a me manipular pelos cabelos e quando estava em ponto de bala, deslizou pela parede e me puxou pro seu colo, meus joelhos encostaram na parede e eu comecei a rebolar, subir e descer, dando mais atenção ao prazer dele nesse momento, nossas mãos estavam entrelaçadas acima do ombro dele. Senti meu gozo se aproximar e logo depois ele gozou na minha barriga, já que estávamos sem proteção e não queríamos correr riscos.
~ POV Cody Simpson ~
Depois de um bom banho pra nos livrarmos do suor, fomos pra sala.
“Quer pizza do que?”
“Quero uma pequena de Nutella com morango. Pode escolher a salgada.” Deu ombros.
“Gorda.”
“Só por isso não vai comer a doce.”
“Só por isso não vou pedir.”
“Não ouse fazer isso, senhor Simpson e liga logo porque eu estou com fome.”
Ri enquanto balançava a cabeça e liguei pra pizzaria, enquanto esperávamos, deitamos no sofá e ficamos namorando.
“Sabe alguma coisa da Nick?”
“Não, eu preciso falar com ela.”
“O Jake já falou com ela?”
“Não, Jake está sendo ridículo, foi grosso com a gente o tempo inteiro. Acho que deveria falar com ele.”
“Amanhã eu falo, hoje a noite é nossa.” Dei um selinho nela, um no canto da boca e assim fui descendo até o pescoço.
“Amor...” Disse de olhos fechados.
“Hm?” Perguntei num resmungo sem parar o que estava fazendo.
“O interfone.”
“Só mais um pouquinho.”
“Vai logo, se a pizza voltar, você vai ir até a pizzaria em DOIS segundos.”
Ri e saí de cima dela, atendi o interfone enquanto ela pegava o cartão e desci pra pegar a pizza. Quando voltei, a mesa de centro já estava com os pratos e uma coca-cola, deixei as pizzas lá e voltei pra fechar a porta. Ela cortou os pedaços e colocou nos pratos.
“Típico comermos pizza.” Ela disse.
“Claro, você não quis fazer comida.” Dei ombros.
“Olha só, colocando a culpa pra cima de mim.” Balançou a cabeça e deu uma mordida em seu pedaço de pizza.
“Vamos acampar?”
“De onde tirou essa ideia?” Me olhou.
Acabei de mastigar e ri. “Na verdade, eu não sei, mas queria acampar. Topa?”
“Não sei, amor, ainda estou com um pouco de medo e um acampamento não é um lugar seguro.”
“Já te disse que nada vai acontecer com você, vou te proteger.”
“Posso pensar?”
“Claro, mas não demore.” Ri novamente.
“Apressado.” Me deu língua e voltou a comer.
Depois de quase acabarmos com a pizza salgada, fomos para a doce.
“Essa, com toda a certeza, é a melhor pizza doce.”
“E você é meio fominha. Vai aguentar dois pedaços?”
“Cuida da sua vida, Simpson.” Mordeu a pizza.
“É isso mesmo que eu estou fazendo, vida.”
“Awww, porque tão fofo?” Me deu um selinho com os lábios cheios de Nutella.
“Poderia dizer que esse foi um beijo bem doce.” Nós rimos.
Acabamos de comer e fomos lavar os pratos e guardar o que havia sobrado das pizzas, que não foi muito. Ela sentou na bancada e ficou me olhando guardar os pratos.
“O que foi?”
“É muito fofo ver você ajeitando as coisas.”
“Sou gostoso de qualquer jeito, Ísa.” Pisquei pra ela.
“Eu disse fofo e não gostoso.”
“Mas pensou em gostoso.” Fechei as portas do armário e parei de frente pra ela.
“Claro, você sabe porque virou leitor de pensamentos.” Revirou os olhos, rindo.
“Vamos parar de falar? Vamos.”
Me aproximei dela, ela entrelaçou os braços no meu pescoço e minhas mãos pousaram na cintura dela, nos beijamos lentamente, aproveitando o momento. Nossa línguas brincavam em ritmo sincronizado, sorrimos em meio ao beijo, quando o ritmo começou a esquentar, ouvimos a porta e em seguida a Alli gritando um “chegamos casal”.
“Acabou a farra.” Disse, rindo.
“Cadê vocês?” Alli curiosa, como sempre.
Abracei ela pela cintura e fomos pra sala.
“Estamos aqui, senhorita escândalo.” Ísa disse.
“Pensei que estavam lá em cima.”
“Já voltamos de lá.”
“Cody!” Bateu no meu braço.
Eles riram e ela corou.
“O que vocês comeram?”
“Pizza.”
“Então não passaram fome.” Meu pai riu.
“Eu vou dormir porque amanhã tenho aula.” Tommy disse. “Boa noite.” Acenou e subiu as escadas.
Acabou que todos nós subimos pra dormir, eu e Ísa fomos pro meu quarto, ela quase não dormia mais no quarto dela. Não demoramos muito pra pegarmos no sono.
~ POV Monique Stirling ~
Há dois dias não dormia direito e isso estava me matando, quase não saía pra rua pra não correr o risco de encontrar com ele e nem via o pessoal. Justin ficava no meu pé o tempo todo, tentando me animar e me engordando com o tanto de doces que trazia.
“Bom dia, princesa do Justin.” Beijou meu rosto.
“Bom dia, Justin.”
“Dormiu bem?” Sentou na cadeira à minha frente.
“Você sabe que não...”
“Vamos mudar isso e ir pro boliche.”
“Não, Justin, não quero sair.”
“Não pode ficar pra sempre dentro de casa por causa de um idiota.”
“Eu sei, mas não quero correr o risco de encontrar com ele na rua.”
“Eu que não quero correr esse risco, pro bem dele. Vamos passar o dia fora de casa e não aceito não como resposta.”
“Não, Justin, por favor... Não quero ir.”
“Mas você vai, levanta daí e troca esse pijama.” Parou do lado da minha cadeira e me esticou a mão.
Sabia que ele não iria sossegar, então, vencida, levantei e fui até meu quarto quase que sem nenhuma vontade. Coloquei um shorts branco, uma camisa leve preta, um sinto na cintura e um All Star branco e prendi o cabelo em um rabo de cavalo mal feito, voltei pra sala e me joguei no sofá.
“Assim que eu gosto da minha irmã.” Veio pro sofá e beijou meu rosto. “Vamos?”
“Vamos...”
Fomos para o estacionamento do prédio e pegamos o carro, Justin dirigiu até um parque, que era bem cheio nos fins de semana. Ele praticamente me arrastou até o local onde se alugavam bicicletas, alugamos duas.
“Corrida, topa?”
Passei as mãos pelo rosto e concordei. No começo, não estava tão animada com a corrida, mas depois comecei a pegar o ânimo, o vento batendo no rosto, eu e Justin rindo, era tudo o que eu precisava pra que meu humor pudesse ficar um pouco melhor. Ele ganhou a corrida.
“Está fraca, heim?”
“Cala a boca, Justin.” Ri.
“Pelo menos arranquei vários sorrisos.” Me abraçou de lado. “Vamos devolver as bicicletas e sentarmos um pouco.”
Fizemos isso e escolhemos um lugar pra sentar na sombra, o dia estava ameno mas o sol forte até demais, então a sombra era um ótimo lugar.
“Quero uma água.”
“Vai lá buscar.”
Estiquei a mão pra que ele me desse o dinheiro.
“Mas é folgada...” Balançou a cabeça, rindo, e me entregou o dinheiro.
Dei língua pra ele e fui em direção ao quiosque mais próximo, estava bem cheio e demorou pra que eu conseguisse pedir. Quando me virei pra ir embora, senti alguém puxar meu braço.
“Nick...”
“Me solta.” Disse sem olhar pra ele e tentando sair de perto das pessoas que estavam na fila.
“Nós precisamos conversar.” Jake foi pra minha frente.
“Não precisamos conversar, não temos nada pra conversar.”
“É claro que temos, me escuta, por favor.”
“Não! Me faz um último favor? Me esquece, esquece que me conhece.”
“Algum problema?” Justin veio pra trás de mim e perguntou com a voz firme.
“Não, Jus, vamos embora daqui.”
“Nick, eu juro que naquele dia foi sem querer.”
“Cara, se manda antes que eu te arrebente.”
“Justin, eu estou tentando resolver as coisas.”
“Resolver o que? Não vai resolver nada, ela não vai te perdoar, ninguém mandou fazer o que fez.”
“Não se mete.”
“Me meto no que eu quiser a respeito da minha irmã.”
“Justin, vamos embora.” Puxei o braço dele.
Ele se soltou e encarou o Jake. “Sabe que minha mão está coçando desde aquele dia?”
Sem nem um segundo depois disso, ele cerrou o punho e acertou um soco no Jake, o que resultou em uma briga. Logo, uma rodinha se formou em volta, os seguranças do parque vieram de algum canto e tentaram separar os dois, mas acabaram quase que por não conseguir.
“Isso não acaba aqui.” Apontou pro Justin antes de ir embora.
“Precisava disso, Justin?” Me aproximei dele.
“Precisava.”
“Entendeu o porquê de eu não querer ter saído?” Balancei a cabeça. “Vamos pra casa.”
~ POV Heloísa Dobrev ~
“Amor?” Cody me sacudiu.
“Hm?”
“Josh quer falar com você.”
“Fala que eu estou dormindo.” Disse ainda sem abrir os olhos.
“Estou te ouvindo falar, moça.” Ele riu.
“Porque vem aqui a essa hora, senhor Winnington?” Sentei na cama e cocei os olhos.
“Ísa, são 11 da manhã.” Cody riu.
“Hora de dormir, poxa... Mas ok, agora já me acordou, fala.”
"Quero fazer logo o pedido, já até comprei as alianças."
"Gostei de saber." Ri. "Pra quando?"
"O mais rápido."
"Amanhã de noite, que tal?" Cody sugeriu.
"Ok, podemos tirar os meninos lá e vocês aproveitam."
"Uma boa ideia." Ele riu malicioso.
Acabamos tendo mais ideias e resolvemos tudo, Josh foi comprar tudo o que seria preciso e eu e Cody fomos pra casa dos meninos.
"Bom dia!" Disse.
"Bom dia, Helô, bom dia, Cody." Flo disse.
"E ai." Ele disse indiferente. "Cadê o Jake?"
"Não sei." Deu ombros.
Cody sentou e me puxou pro seu colo.
"Quer que eu faça alguma coisa, Flo?"
"Não se preocupa, Helô, estou bem." Riu pelo nariz.
"Sabe se Jake falou com a Nick?"
"Acho que não, mas como saiu cedo, pode ter ido."
"Tem que falar com ele, Cody, as coisas não estão bem."
"Provavelmente, você é o único que ele vai escutar."
"Pode ser, somos melhores amigos."
"Por isso mesmo que eu disse."
Algo estava diferente, o clima estava pesando entre eles, mas porquê? Fiquei no meio dos dois, vendo Cody encarar o Flo e hora ou outra um alfinetar o outro. Jake entrou na casa poucos minutos depois, com um olho meio roxo e o canto da boca sangrando.
"O que aconteceu, Jake?"
"Nada, Heloísa." Foi em direção à escada.
"Jake, tenho que falar com você."
"Não enche, Cody." Subiu.
"Melhor ir atrás dele, amor."
"Vem comigo."
"Não, Cody, isso é melhor resolverem sozinhos, homem pra homem."
"Tudo bem... Eu não demoro." Me deu um selinho e subiu.
"É impressão ou está acontecendo algo?"
"Impressão sua, Helô."
"Não é o que parece."
"Nada a ver, Helô."
"Vocês dois estão me escondendo nada e isso não é nada legal, Florent."
Cruzei os braços e fiquei assistindo ao programa que estava passando, longos 25 minutos... Ao fim, Flo ficou me olhando fixamente.
"O que é?"
"Nada, só estou te olhando pra que pare de graça."
"Não tem ninguém fazendo graça."
Ele arqueou uma sobrancelha e começou a me fazer cócegas, até que o corte na barriga dele doeu depois de um tapa sem querer.
"Desculpa, Flo, não foi minha intenção. Acabei esquecendo dos machucados."
"Não foi nada, Helô." Riu.
"Tem certeza? Não quer que eu passe alguma coisa pra acalmar a dor?"
"Não precisa, já te disse, linda."
"Que teimoso." Balancei a cabeça. "Não quer mesmo?"
"Não." Riu novamente. "Você já está melhor?"
"Eu acho que sim, mas ainda estou com um pouco de medo." Deitei a cabeça no ombro dele.
Ele passou uma mão pelo meu cabelo. "Não tem com o que se preocupar, vamos proteger você."
"Se algo acontecer com alguém, eu juro que não vou aguentar. Quer dizer, com mais alguém."
"Olha aqui."
Virei pra ele.
"Nada vai acontecer, ouviu?" Apoiou meu queixo com os dedos.
"Obrigada, Flo..."
O silêncio dominou a sala por algum tempo, até que ele o quebrou.
"Tenho que te falar uma coisa."
"Pode falar."
Antes de ele começar, Cody desceu as escadas e parou ao meu lado. "Vamos, amor?"
"Espera, Flo quer me dizer algo."
"Não é nada, pode ir."
"Agora me fala."
"Ele disse que não é nada, vamos, precisamos planejar algumas coisas."
~~~~~~~~~~~~~~~
oooi (: bom, demorei mas postei, tanto pela quantidade de comentários quanto pelos estudos, como vocês sabem, só posto com mais de 10 comentários e eles estão diminuindo :( não custa vocês comentarem e me deixarem feliz :( então é isso, o que acham que vai acontecer? Comentem e eu continuo, xx

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Capítulo 54 - Um aniversário nada bom.

~ POV Heloísa Dobrev ~
Algumas amigas da Nina foram as primeiras a chegarem, não sabia onde estava meu celular, então não dava pra falar com o pessoal pra ver se estavam chegando ou se viriam. Da segunda vez em que a campainha tocou, Nick e Jake me cumprimentaram.
“Parabéns!” Os dois me abraçaram.
“Trouxemos isso.” Nick me entregou um embrulho.
Antes de eu fechar a porta, todos os outros entraram, me deram parabéns e me entregaram embrulhos também.
“Amiga, me ajuda com o make? Borrou um pouco no caminho.”
“Claro...” Disse tentando não mostrar a decepção pelo Cody não estar com eles. “Vem com a gente, Nick.”
~ POV Monique Stirling ~
Helô deixou os embrulhos junto com todos os outros, ajeitamos o make da Alli e sentamos pra conversar, perdendo a noção do tempo. Ao voltarmos pra sala, Josh era o único sentado no sofá, percorri o apartamento com os olhos, tentando achar o Jake.
“Ei, Josh, cadê o Jake?”
“Não sei, Nick.” Deu ombros.
“Ah, obrigada...”
Passei pela mesa onde as coisas estavam servidas, nada dele, apenas duas ou três meninas, uma delas falando com o Flo, Ian e Nina também estavam lá. Segui pro corredor oposto de onde tínhamos vindo e, não sei o que passou pela minha cabeça mas comecei a abrir as portas de todos os cômodos, um único banheiro no final do corredor era o que faltava. Abri apenas um pequeno pedaço mas já foi o suficiente pros meus olhos se fixarem na cena e marejarem. A garota estava sentada no gabinete e ele estava entre suas pernas enquanto as acariciava. Permaneci estática ali, um copo se quebrou na sala, fazendo com que o barulho dos cacos indo ao chão percorressem o apartamento todo, os dois se separaram e Jake perdeu a cor ao me ver ali.
“Nick, eu posso te explicar.”
“Explicar o que, Jake?”
“Foi uma deixa, amor.” Saiu de perto dela, vindo pra minha frente.
“Deixa? Amor?” Meu tom de voz já se alterava e ia saindo embargado por conta das lágrimas. “Tem noção do que acabou de fazer?”
“Uma grande burrada, me perdoa.”
“Melhor eu ir, antes que sobre pra mim.”
“Você fica aí, vadia.”
“Quem disse que manda em mim?”
“Quem disse pra sair pegando namorado dos outros?”
“Nick, pega leve.” Tocou meu ombro.
“PEGA LEVE, THRUPP? VOCÊ ME CHIFRA E QUER QUE EU PEGUE LEVE?”
“Vamos conversar, vem comigo.” Me puxou pela mão, mas me soltei.
“Não dou nem um passo com você a partir de agora.”
“Será que a chifruda pode me deixar passar?” Bateu os saltos no chão.
Olhei em direção a ela torcendo meus lábios, a encarei com toda a raiva do momento e virei um tapa em seu rosto, recebendo um também. Isso desencadeou uma briga dentro daquele minúsculo banheiro. Sentia várias mãos nos puxando, mas, nesse momento, eu estava focada no meu único objetivo, quebrar essa garota ao meio.
“Cara-, Monique, sai de cima dela!”
Jake disse num tom de ordem, fazendo com que eu me desconcentrasse e levasse um tapa. Não sei como mas consegui me levantar, dei um chute na garota sem me importar em onde ele pegaria, o pessoal tirou ela do banheiro logo em seguida. Fixei meus olhos nos do Jake e algumas lágrimas rolaram.
“Parou com seu show?” Perguntou seco.
“Pensa bem antes de falar comigo novamente.” Passei a costa da mão pelo rosto.
Saí daquele apartamento empurrando quem quer que tentasse me barrar. Queria apenas me afastar disso.
~ POV Heloísa Dobrev ~
“Você foi um idiota, Jake!”
“Não me lembro de ter perguntado.”
“Só não discuto contigo porque tenho que ir atrás dela.”
Saí do apartamento em passos largos, apertei o botão do elevador freneticamente, mas do andar em que estava, demoraria um pouco pra chegar.
“Vamos com você.” Alli, Josh e Flo saíram do apartamento.
Esperamos o elevador chegar até onde estávamos mas tudo parecia demorar uma eternidade. Quando chegamos no térreo, Alli deu a ideia de nos dividirmos e irmos pra lados opostos. Concordamos.  Ela e Josh foram pra direita e eu e Flo pra esquerda. Já tínhamos andado umas quatro quadras quando um carro preto grande nos fechou em alta velocidade. No mesmo momento, alguns caras desceram dele e nos mandaram pra parede, nos ameaçando com uma arma engatilhada. Meus lábios se contraíram, um calafrio percorreu meu corpo todo e eu não consegui me mexer. Um dos caras me empurrou em direção à parede e Flo me colocou atrás de si.
“Um presentinho de aniversário seria bom, não acha?” Disse enquanto girava a arma no dedo indicador.
Olhei em volta, buscando um modo pra que pudéssemos escapar dali, mas eles faziam uma espécie de roda em volta de nós. Pra ajudar, essa rua não era movimentada, posso dizer até que era praticamente deserta, e qualquer pedido de ajuda seria inútil.
“O que vocês querem levar?” Perguntei com a voz trêmula.
“Um pouquinho de diversão.” Direcionou a arma em nossa direção.
Apertei o braço do Flo e tentei segurar as lágrimas que pareciam insistir em querer cair.
“Calma.” Ele sussurrou. “Deixem ela ir.”
“Não teria graça sem a aniversariante.” Um outro disse.
“Quem são vocês? Como sabem que é meu aniversário?”
“Fica quieta, burguesinha.”
“Eu quero saber quem mandou vocês aqui.”
“Está querendo saber de mais.” Apontou a arma novamente.
“Helô, fica quieta, por favor.” Flo tentou não mostrar nervosismo.
“Isso aí, é melhor poupar um tiro nesse rostinho lindo, não é mesmo?” Riu.
“Sabe o que poderíamos fazer? Deixar uma marca inesquecível pra esse aniversário.”
“Do-do que você está falando?” Senti minha garganta se fechar em um nó.
“Você não deve ser tão ingênua assim.” Pausou. “Mas fique tranquila, não precisa ser em você.” Olhou pro Florent, seu olhar era frio e até parecia psicopata.
“Não!” Dei um passo pra frente.
“Prefere que seja em você?”
“Prefiro.”
“É uma pena que sua decisão não valha de nada.” Fez sinal para que os outros viessem.
Tudo parecia se passar em câmera lenta, um deles me segurou pra que não fizesse nada e os outros foram pra cima dele, tentava me soltar de todas as formas possíveis, mas nenhuma adiantava. Meu desespero já estava nítido, a qualquer momento, eu esperava ouvir tiros mas isso não aconteceu, ouvia os gemidos dele de dor e meu coração se apertava. Marcas de sangue “coloriram” o chão, o cara que me segurava me empurrou brutalmente contra a parede e todos eles foram pro carro, arrancando na maior velocidade, antes de irem, um papel voou em minha direção. Por segundos, não consegui me mover, mas tinha que encontrar um modo. Juntei todas as minhas forças e logo estava de pé, peguei o papel que tinham jogado e o enfiei de qualquer jeito no bolso.
“Flo, você está bem?” Me abaixei ao lado dele.
Ele se encostou na parede e puxou a perna pra perto, que estava com vários cortes. Ele esboçou um fraco sorriso no rosto. Busquei o celular dele em seu bolso e chamei uma ambulância.
“Vai ficar tudo bem.” Disse baixo. “Desculpa, a culpa é minha...”
“Você não tem culpa de nada.”
“Tenho sim, Florent.”
Ele negou com a cabeça e eu resolvi não dizer mais nada, pra que ele não se esforçasse. A ambulância demorou um século pra chegar.
~ POV Cody Simpson ~
As horas iam se passando e nada de ela chegar, comecei a pensar que ela estava chateada por eu não ter isso pra festa ou algo assim. Já tinha passado a música diversas vezes, quando resolvi descer pra beber alguma coisa. Alli e Josh estavam na sala falando com meus pais.
“Cadê ela, Alli?”
“Eu não sei, Cody.”
“Como assim?” Desci os degraus restantes.
“Nos dividimos pra procurar a Nick e ela e o Flo sumiram, achei que ela já estaria em casa ou sei lá.”
“Já tentaram falar com a Nick? Ísa pode ter achado ela.”
“Sim, já liguei pra ela, ela não viu os dois.”
Balancei a cabeça e fui pra cozinha beber um copo d’água, agora era uma questão de necessidade, dei um soco na bancada e comece a andar de um lado pro outro, pensando em onde minha namorada estaria, e com outro homem.
~ POV Heloísa Dobrev ~
Depois de muito tempo levando pontos e fazendo curativos, finalmente o médico me deixou ver ele.
“Oi.” Disse ao fechar a porta.
“Oi, Helô.” Sorriu.
“Como se sente?”
“Dolorido.” Riu pelo nariz.
“Desculpa...”
“Já disse que você não tem culpa.”
“É claro que eu tenho, eles sabiam do meu aniversário, me conheciam, Flo...”
“Helô, já ligou pra Angie e pro Brad?”
“Não...”
“Então liga ou eles vão se preocupar e o Cody também...”
“Me empresta seu celular? Não sei onde coloquei o meu.”
Ele apontou pra sua blusa, que estava em cima da poltrona.
~ Ligação Onn ~
“Alô?”
“Tia?”
“Helô? Onde você está?”
“É uma longa história, tia, estamos no hospital...”
“Hospital?” Perguntou num tom de preocupação. “O que aconteceu? Você está bem?”
“Estou, quero dizer, na medida do possível.”
“Qual é o hospital?”
“O mais perto de casa, não sei o nome, mas não precisa vir, logo estaremos em casa.”
“É claro que precisa, chego aí em 10 minutos.”
“É sério, não precisa.”
“Eu faço questão, te vejo daqui a pouco.”
~ Fim da ligação ~
“Ela vem?” Riu.
“Vem, disse que estará aqui daqui a pouco.”
“O bom é que ela pode nos tirar daqui, na estou a fim de ficar.” Fez uma careta.
Ele estava certo, tia Angie e tio Brad conseguiram a alta dele, explicamos todo o ocorrido pra eles antes de seguirmos pra casa. Em pouco tempo estávamos lá, tio Brad levou ele até em casa e tia Angie desceu comigo.
“Até que em fim! O que estava fazendo com o Florent até essa hora?”
~ POV Cody Simpson ~
Ela se esquivou de mim pra subir.
“Heim, Heloísa?”
“Cody, olha o estado dela e pensa um pouquinho antes de brigar.”
Fiz o que minha mãe disse e a analisei, as pernas dela tinham marcas de sangue e seu short também, o que me fez lembrar do dia em Redwood... Dia que era melhor não ser lembrado... A segui até seu quarto.
“Me deixa, ok?”
“Desculpa... Me fala o que aconteceu.”
“Pra que se não se importa?”
“É claro que eu me importo, sei que te recebi mal, mas eu não sabia o que estava acontecendo.”
“Se tivesse ido na minha ‘festa’ ou pelo menos lembrado do meu aniversário, talvez soubesse.”
“Como eu iria esquecer do seu aniversário? Ontem preparei tudo, mas antes de que a Alli pudesse te trazer pra cá, aconteceu isso.” Sentei de frente pra ela. “Me diz o que foi.”
“Estão atrás de mim, Cody.” Os olhos dela marejaram.
“Como assim?”
“Recebi uma sms estranha de manhã, quando estávamos procurando pela Nick, um carro nos fechou e os caras esfaquearam o Flo, dizendo ser meu presente de aniversário. Foi tão horrível...”
“Eles te machucaram?’
“Não, mas minhas costas doem.”
“E o Florent?”
“Está em casa, ainda não pode andar direito e um dos braços está imobilizado.”
Abracei ela, apoiando meu queixo em sua cabeça. “Vou te animar, tem que esquecer isso.”
“Não tem como, Cody.”
“Vamos tentar?” Olhei pro relógio. “Ainda é seu aniversário.”
“Posso tomar um banho antes?”
“Pode.” Sorri. “Te espero no meu quarto.”
“Ok.” Me deu um selinho. “Eu não vou demorar.”
Levei alguns minutos pra levantar e ir pro meu quarto, deitei e encarei o teto, ficando perdido em pensamentos confusos, e até sem sentido, sobre quem estaria por trás disso. Fui interrompido pela Alli, que entrou no quarto quase arrancando a porta do batente.
“Cadê a Helô, bruvva?”
“No banho.”
“Ela está bem?”
“Sim, mas o Flo não.”
“Como assim, Cody?”
“Maninha, amanhã te conto tudo, te prometo, mas agora me deixa sozinho com ela? Por favor...”
“Vai me deixar na curiosidade?”
“Pergunta pra mamãe, pode ser? É aniversário dela, eu tenho que fazer o que preparei.” Fiz beicinho.
“Ok, ok, eu vou pro meu quarto.” Beijou meu rosto. “Boa noite e boa sorte.”
Não deram 10 minutos que Alli saiu e ela entrou, seus olhos vermelhos e inchados davam evidências de choro. Ela sentou ao meu lado e juntou as mãos, as fitando.
“Pequena, não tenha medo.”
“Uma hora vai acontecer algo pior...”
“Eu vou te proteger, nem que eu precise dar minha vida por você, eu só quero que esteja bem e segura.” Abracei ela de novo. “Se for preciso, a gente foge, some do mapa.”
“Eu não quero que faça nada por mim, não se mete nisso, eu não aguentaria perder você.”
Passei os polegares pelo rosto dela pra secar as lágrimas, levantei e estiquei a mão.
“Vem comigo, é seu aniversário.”
“Não é mais.” Riu de leve.
“Em algum lugar do mundo, ainda é.” Sorri. “Vem.”
Ela pegou minha mão e eu a conduzi até o estúdio, tinha colocado algumas flores por lá e também poucos balões, os presentes estavam no canto e meu violão encostado no banquinho em frente ao sofá, pedi pra que ela sentasse e me posicionei, começando os primeiros acordes.
“Eu tenho um anjo, ela não usa nenhuma asa, ela usa um coração que pode derreter o meu. Ela usa um sorriso que me faz querer cantar. Ela me dá presentes só com a sua presença. Ela me dá tudo que eu poderia desejar, ela me dá beijos só por voltar pra casa. Ela pode fazer anjos, vi isso com meus próprios olhos. Tome cuidado quando tiver um bom amor, por que os anjos vão continuar se multiplicando. Mas você está tão ocupada mudando o mundo. Só um sorriso pode mudar todo o meu. Nós dividimos a mesma alma (Oh, oh, oh, oh, ohhh) Nós dividimos a mesma alma. (Oh, oh, oh, oh, ohhh) Nós dividimos a mesma alma.
(Oh, oh, oh, oh, ohhh)
(Oh, oh, oh, oh, ohhh)
(Umm, umm, umm, uhhhhhhmm)”
As lágrimas já rolavam intensamente por sua face quando eu finalizei a música, peguei em sua mão, depositei um beijo nela e a trouxe em direção ao meu peito. Sentia as lágrimas dela atravessando o pano da minha camisa e molhando minha pele. Levantei seu rosto com as duas mãos e lhe dei um selinho.
“Obrigada, eu amo você.”
“Eu amo você. Feliz aniversário.”
“Obrigada.” Fungou e limpou as lágrimas.
“Ainda tem mais.” Fui até o canto e peguei os presentes.
A cada embrulho, um novo sorriso, nenhum presente era tão bom quanto esse, tirei a mecha de cabelo que caía sobre seu rosto e a beijei calmamente. Um abraço apertado veio ao fim.
“Poderia ficar com você desse jeito até o fim dos meus dias.”
“Eu amo ficar assim com você.” Pausei. “Na verdade, tudo com você é bom, ninguém nunca vai ser como você.”
“Para com isso.” Riu.
Ri também. “Vamos pro jardim?”
“Vai me jogar na piscina ou algo do tipo?”
Balancei a cabeça. “Não, mas a noite está linda hoje.”
“Que romântico!” Ela sorriu e passou os braços ao meu lado.
Subimos pro jardim e eu a abracei por trás quando paramos em certo ponto, ela se virou pra mim e nossos olhares se perderam um no outro.
“Não deixe que isso acabe.”
~~~~~~~~~~~~
Hey girls, desculpem a demora, mas sabem como tá corrido e talz... Bom, o que achama que vai acontecer? Deixem suas sugestões huahsuahuhusas CONTINUO COM MAIS DE 10 COMENTÁRIOS, xoxo